sábado, 28 de maio de 2016

PERSIGO AS IGREJAS?

Há tempos falo em redes sociais abertamente contra as posições e métodos das igrejas brasileiras, católicas e evangélicas/protestantes, mas hoje gostaria de mais uma vez dizer à todos que isto não é por eu ser um "decepcionado com a igreja" ou por ser ateu/ateísta - sendo que esses tem também seus motivos e devem ser ouvidos.

Sigo a Cristo, e em meu "quarto fechado" oro, converso, dialogo com a Divindade representada em minha crença pela Trindade, e faço assim não porquê eu tenha certeza absoluta de que deva ser assim, muito ao contrário: tenho fé de que esta seja apenas a "melhor maneira para mim", e tenho minhas bases bíblicas, sociológicas, psicológicas, históricas e pragmáticas para ser assim - e mesmo assim me nego em ter certeza.

Assim sendo, creio que quando eu discursar aqui ou nos diálogos presenciais em pautas como homofobia, racismo (eca! não temos raças, temos etnias), machismo, separação plena de estado e religião, inclusão social e outras, e bater de frente com os discursos gerais das igrejas brasileiras e até mesmo de outras religiões, saibam que não é apenas o discurso de um ex-membro da Renovação Carismática Católica, ou co-fundador de Comunidade Cristã Interdenominacional/Ecumênica ou ex-líder de grupos de estudo bíblico nos lares de igreja evangélica pentecostal...

... não é apenas mais um discurso de um "decepcionado"...

É apenas por AMOR, que Ele colocou em mim e que devo retribuir com AMOR.

Nada mais, apenas

AMOR.

terça-feira, 17 de maio de 2016

POR ONDE ANDEI

Já tive minhas épocas de crise, onde achava correto esbravejar "bandido bom é bandido morto". Passei por várias crises existenciais, onde fui confrontado em não apenas opiniões mas em convicções. Eu li os vários lados de muitas histórias, buscando onde e como eu poderia conciliar valores e ideais como paz, igualdade, justiça, dignidade... Não parei em apenas uma filosofia ou num modo de pensar. Existencialista, niilista, anarquista, socialista... Ateísta, deísta, teísta calvinista, wesleyano ou aberto... "provei tanta fruta que te deixariam tonta"!

Há vários tons de cinza entre preto e branco, e ainda explorando. Mas uma coisa eu sei: apesar de ainda aprender e ver o quanto eu sou limitado, não sou mais raso e nem fútil. Não me contento com o mais fácil, prefiro fazer minha história a copiar o rascunho da história dos outros.

Frente a tudo o que há acima, não consigo mais enxergar o fundo do mar da existência. Já não sou mais raso.