quarta-feira, 25 de junho de 2014

A VIDA QUE ME FALTA

Naquela manhã senti o calor solar me atingir por sua luz, apesar do ar frio de inverno sudestino;
E essa sensação me remeteu a ti,
Aos teus doces olhinhos, tua voz meiga e gentil;
Me remeteu ao teu cheirinho, à textura esvoaçante de teus cabelos...
E a saudade me apertou, espremeu, ao ponto de brotarem lágrimas.

Não há um só dia no qual não sinta tua falta.
Não há foto que apazigue.
O que há são contagens de quantas vezes respirarei, quantas notas emitirei, quantos "geris" desferirei,
Até que meus olhos saciem-se com tua viva imagem,
E eu sinta teu calor, a me devolver
O pedaço de vida que me falta.

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Dedicado a minha filha, Esther.

terça-feira, 10 de junho de 2014

MARCAS


E por falar nisso, o que são essas marcas?
Marcas que por assim dizer marcam a fala:
Fala marcada por gestos
Que dizem mais do que se fala.

A cada gesto, a cada fala,
A cada palavra que se diga;
Há a marca expressiva e carregada
Dos dias que houveram e Vieram. E ficaram.

Sempre assim haverão as tais marcas
Eloquentes e charmosas, fofoqueiras;
Testemunhas, sibilantes sussurrantes,
Gaguejos, calos, cicatrizes, arrepios...

Sem medidas e autorização falam por mim
Dizem de mim o que eu não saberia falar
Sobram ao vento, ao redor... invadem o privativo
E é só o que sei explicar sobre essas marcas.