sexta-feira, 30 de maio de 2014

SOB A LUA

À noite sob a luz lunar a rua foi palco de um espetáculo solo,
Misto de drama e aventura;
A luz incidia sobre a personagem de baixa feição,
Iluminando o espaço de seus passos apenas.
Num pulo ela estendeu os braços,
Alcançando a luz que escapou por seus dedos,
Caindo de joelhos... em indecisa agonia: chorava ou sorria?
Apenas andou, sorriu e chorou,
Soube que nada traria alívio a não ser o sono;
Assim a vi no reflexo da janela enquanto abria a porta,
Ansioso almejei pelo momento em que te veria, te alcançaria, e não te perderia entre os dedos.
Momento em que simplesmente te teria.