quarta-feira, 16 de abril de 2014

NUM DIA NUBLADO

Tudo o que quero para hoje é um canto,
Onde possa ler um conto,
Entoar meu canto,
E contar os amigos com os quais conto.

Um canto que caiba no conto,
Que se completa quando conto,
Que inspire o sossego dum canto confortável;
É com isso que hoje conto.

Alternar o vento gélido com a monótona sala,
Arrepiando a pele e voltando ao conforto,
Buscando o abraço do canto que me anima a cantar a guarânia triste do conto de um cantante,
Que só queria um abraço...

Se o que quero pra hoje é esse doce encanto que me persegue desde ontem;
Se encontrar o abraço do canto ou da musa do conto se torna minha obsessão;
Se o gélido vento é a inspiração pra busca do calor,
Tudo o que quero é que isso tudo se torne meu canto,
E inspiração para algum conto,
E companhia pro canto.