terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A ÚLTIMA FRONTEIRA

A última fronteira é o coração
Pois nele tudo se inicia, tudo nasce,
Tudo ganha sentido.
Nele há terra para a semente, adubo e água;
E há nele aquilo que decidimos cultivar.
É certo que há essa linha de largada
Mas também nele se define a chegada.
Há o fim, há o término,
Onde ou o trajeto se finda
Ou os nutrientes do solo se tornam escassos;
A diferença entre os dois
É alcançar o que o coração almejou,
Ou aceitar que o desejo não vingou..
Nem a mente, nem a razão, nem a estafa física,
Nem a sabedoria da experiência,
São suficientes para aconselhar o coração:
Órgão orgulhoso, que só ouve o que quer
E sedutor, manipula os outros para sua vontade...
E quando chega-se a essa última fronteira
Há de ter cuidado para que o coração não caleje;
Não perca a sensibilidade;
Não deixe de pulsar,
Sístole e diástole,
Para que mesmo ferido
Ou cansado,
O coração não deixe de tentar!
Não deixe de bombear
Sonhos, sangue e vontade,
E que assim, sejamos felizes sempre com nossas escolhas.