sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

COMO MUDAR

É, meus caros...
No fim, a chance de mudar o mundo só é atingível se mudarmos nossas mentes e corações... se acertamos nossos anseios, desejos e métodos de conquista...
E nisso tudo, só o que realmente tem esse poder de mudança - uma metanóia - é o amor.
E amor de fato, aquele que sente, aquele que age...
Aquele que se move em direção ao outro, e para longe do que não importa, do que é pequeno - mas se aproxima do que é simples e verdadeiro.
E amar acaba sendo a única chave. E a cada dia aprendo(emos) a amar cada vez mais, e com mais intensidade e significado.
E com certeza, se o amor não mudar o mundo, é porque as pessoas não amaram nem se deixaram amar...
Mas nosso mundo particular mudou, muda e sempre mudará; se aperfeiçoará.
O amor é dinâmico.
O amor nos dinamiza e nos aperfeiçoa.
E é só o que importa.

- NV+KB.

VOCÊ ORQUÍDEA, EU COLIBRI

Você Orquídea, eu Colibri
Te beijo pra viver... e vivo a te beijar
A voar em torno de ti, a te cortejar
Atraído pelo aroma e formosura que fluem de teu ser
Simplesmente entregue, rendido aos teus carinhos;
carente de teu olhar doce
Doce como o néctar teu, que alimenta meu querer
Você Orquídea, eu Colibri
Pássaro que voa, e para diante de tua formosura
E suga, grato, a vida que se encontra na amada flor
Sempre a buscar... o que nunca há de faltar...
O doce sabor que se encontra em ti,
Você Orquídea, eu Colibri.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

SENTIDOS

Fecha-se os olhos pra sentir o que se tem e não está aqui, 
O que um dia quente te tomou...
Os olhos abertos me deixam só, 
Com quilos de gente ao meu redor 
Fim da linha: o sol se pôs, 
Adormeci ou acordei? Não sei se é real o que encontrei! 
O abraço da noite me trouxe alívio,
Ouça minha voz, fale comigo, só procuro o teu abrigo 
Tua presença a acalmar os meus sentidos

Escrito há quase um ano atrás

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A ÚLTIMA FRONTEIRA

A última fronteira é o coração
Pois nele tudo se inicia, tudo nasce,
Tudo ganha sentido.
Nele há terra para a semente, adubo e água;
E há nele aquilo que decidimos cultivar.
É certo que há essa linha de largada
Mas também nele se define a chegada.
Há o fim, há o término,
Onde ou o trajeto se finda
Ou os nutrientes do solo se tornam escassos;
A diferença entre os dois
É alcançar o que o coração almejou,
Ou aceitar que o desejo não vingou..
Nem a mente, nem a razão, nem a estafa física,
Nem a sabedoria da experiência,
São suficientes para aconselhar o coração:
Órgão orgulhoso, que só ouve o que quer
E sedutor, manipula os outros para sua vontade...
E quando chega-se a essa última fronteira
Há de ter cuidado para que o coração não caleje;
Não perca a sensibilidade;
Não deixe de pulsar,
Sístole e diástole,
Para que mesmo ferido
Ou cansado,
O coração não deixe de tentar!
Não deixe de bombear
Sonhos, sangue e vontade,
E que assim, sejamos felizes sempre com nossas escolhas.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

HOJE


"Só queria poder dormir hoje ao teu lado, e assim acordar;
Queria poder discutir e saber que posso durante afogar minha razão e motivos em teus lábios. 
Queria me perder entre suas pernas e nunca mais me achar...
Isso tudo hoje ainda. 
Era tudo o que eu queria, e daria tudo pra isso, 
Pra que ainda hoje eu pudesse segurar tuas mãos... 
Beijar teus olhos... 
Encontrar refúgio em teu colo... 
E nunca mais, pra sempre, 
Me afastar da tua doçura.
E isso tudo ainda hoje.
Enquanto posso respirar,
Enquanto a chuva me molhar,
Enquanto meu sangue ferver ao olhar pra você.
Mesmo que eu tenha que adiar este 'hoje',
Sei que quando eu te possuir,
Quando fisicamente eu te tocar,
Marcaremos nosso eterno hoje."

FRAGMENTOS DE UM CONTO - "FELICIDADE"

"Ele simplesmente olhou para o horizonte e estendeu a mão num gesto peculiarmente estranho. Parecia querer expressar o que o incomodava tanto durante suas meditações... Aquela linha degradada pelas silhuetas da cidade e do relevo serrano realmente era inalcançável.
Era o que ele queria medir, posto que o que buscava era apenas ser feliz... não havia outro anseio humano tão capaz de perseguir com tamanha avidez quanto a felicidade.

Mas, por que tão inalcançável?

Ele se sentou na calçada e o horizonte sumiu. Sentiu seu corpo relaxar, e apoiou as mãos para trás. Respirou fundo enquanto simplesmente usava alguns minutos de seu dia para matutar. Havia um sabiá enamorado de uma fêmea bailando nos cabos elétricos. E tudo o que sentia era bom.

Passados alguns minutos ele se levantou, teria um compromisso dali a 20 minutos. E assim caminhou pela rua calma, sem carros.

Ao fim do dia, ao refletir sobre os acontecimentos daquela tarde durante o banho frio, entendeu um pouco do que refletia:

A felicidade só é inalcançável se posta no lugar errado; ela nunca esteve no horizonte, num lugar onde desejamos ir e provavelmente nunca cheguemos. A felicidade deve ser colocada onde estamos, como quando ele havia se sentado na calçada. O horizonte utópico apenas serve para nos mover, para nos fazer almejar... Mas o que nos faz felizes certamente está perto de nós.

E com este princípio ele foi dormir. Feliz."

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

INSTINTO, ADAPTAÇÃO, HUMANIDADE

A capacidade de adaptação é algo inerente à espécie humana, e faz parte de seu instinto de sobrevivência . Essa nossa capacidade é que nos leva sempre a buscar coisas melhores e também a nos adaptar a um clima mais hostil, a uma dieta diferente, a novas pessoas... enfim. Outros animais e plantas também usam esse traço instintivo para perpetuar suas espécies. E por assim ser, posso dizer que é algo comum aos seres vivos - digo não como biólogo, mas apenas como um curioso que lê e observa. E observo claramente isso em nosso comportamento diário: deixamos a casa dos pais e nos adaptamos ao sistema capitalista ocidental de produzir sempre; e para que isso aconteça, nos submetemos a condições de trabalho que não julgamos ideais, mas às quais nos adaptamos, para que "algo melhor" aconteça lá na frente. Não só isso, mas nas relações de amizade também nos adaptamos, geralmente de forma inconsciente, para que sejamos aceitos no grupo - e o grupo de amigos acaba tendo uma "cara comum", características que ligam aqueles membros, aqueles amigos. E creio nisso tudo como algo bom. Faz parte de nós, somos assim, e geralmente pessoas com distúrbios psicológicos não conseguem se adaptar ao meio em que vivem.

E aqui reside justamente o que diferencia o homem dos outros animais: é "sabermos que sabemos" em nosso nome científico ou tal como dito por Descartes, "Penso, Logo Existo". Temos consciência tal desses fatos que me encontro nesta manhã gastando alguns minutos refletindo sobre isso. E esta consciência de nosso lugar no mundo como indivíduos participantes de grupos, nos dá a capacidade não só de nos adaptar, mas de escolher a que nos adaptar. E é aí que mora a segunda parte desta reflexão.

Se uma pessoa nasce e cresce num determinado tipo de sociedade, ele é por ela educado. À priori em seu lar, pelos modos de sua família, e depois pela comunidade mais imediatamente próxima. E assim ele se torna parte desse "organismo". E como tudo o que é bom pode ser pervertido, a adaptação de uma criança ao meio de uma favela dominada pelo crime de uma cidade brasileira vai gerar uma pessoa de acordo com aquele meio, ou seja, violenta e por que não, com chances de se tornar bandida. Assim como colocando uma criança no meio de uma família e amigos dos familiares que tem um alto poder aquisitivo conseguido com falcatruas, desvios de dinheiro, superfaturamentos, será propensa a ser bandida também, seguindo o "modus operanti". Isso tudo por causa do seu instinto de sobrevivência expresso em sua capacidade de adaptação ao meio em que vive. Ou seja, determinismo. Será? Não!

A pessoa é um ser crítico de si mesma e do mundo. Ela pode examinar a tudo e chegar à conclusão de até que ponto ela pode ser conforme lhe foi sugerido pela sua comunidade, pelo seu ambiente de trabalho, pela sua fam韑ia e outras "rodas sociais". Aí o ser humano que se torna soberano sobre sua vida, sua história, e que se recusa a ser como o rio que segue seu fluxo determinado por sua calha e inclinações de solo. É como o peixe que enfrenta as corredeiras e nada ao contrario na época da desova. É o ser humano que desiste de ser apenas reativo ao que lhe acontece ao redor e se torna proativo. É a diferença entre "determinismo", "predestinação" e "livre-arbítrio" - e embora não seja aqui o assunto em pauta, em minha concepção aquilo que me afirma categoricamente a existência de Deus, que fez um ser "à Sua imagem e semelhança".

Então o que temos pra hoje é examinar o que temos à nossa volta e decidir o que é bom, o que é importante, o que é útil e como usaremos isso. Cada um de nós é um universo, um microcosmo onde pode reinar, bastando para isso ter consci阯cia de quem seja de fato e de que pode sim acertar as velas de seu barco para o levar na dire玢o que preferir.

Que nossas escolhas sejam sensatas e humanas.

KB.