quinta-feira, 4 de setembro de 2014

GRATIDÃO

Poucas coisas são tão belas quanto o ato de reconhecer o esforço de quem se dispõe a ajudar. O olhar leve, manso e emocionado do grato é a antítese real da causa dos conflitos.

terça-feira, 22 de julho de 2014

POESIA PARA OS NOSSOS

É simples, por que dificultar?
Basta estar disposto,
Ter vida para gastar,
E também ter olho-no-olho;

Basta respeitar a si no outro,
Admirar o que diferencia,
A ponto de sentar-se lado a lado,
E dividir o que de melhor colheu da vida!

E por ser volátil de tão simples,
Escapa entre os dedos; e no afã de reter,
Nos cansamos de estar juntos,
Por vezes ignorando que o sentido da existência é a felicidade...
Que não existe sem aqueles ao lado!

É simples.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A VIDA QUE ME FALTA

Naquela manhã senti o calor solar me atingir por sua luz, apesar do ar frio de inverno sudestino;
E essa sensação me remeteu a ti,
Aos teus doces olhinhos, tua voz meiga e gentil;
Me remeteu ao teu cheirinho, à textura esvoaçante de teus cabelos...
E a saudade me apertou, espremeu, ao ponto de brotarem lágrimas.

Não há um só dia no qual não sinta tua falta.
Não há foto que apazigue.
O que há são contagens de quantas vezes respirarei, quantas notas emitirei, quantos "geris" desferirei,
Até que meus olhos saciem-se com tua viva imagem,
E eu sinta teu calor, a me devolver
O pedaço de vida que me falta.

____________________________________

Dedicado a minha filha, Esther.

terça-feira, 10 de junho de 2014

MARCAS


E por falar nisso, o que são essas marcas?
Marcas que por assim dizer marcam a fala:
Fala marcada por gestos
Que dizem mais do que se fala.

A cada gesto, a cada fala,
A cada palavra que se diga;
Há a marca expressiva e carregada
Dos dias que houveram e Vieram. E ficaram.

Sempre assim haverão as tais marcas
Eloquentes e charmosas, fofoqueiras;
Testemunhas, sibilantes sussurrantes,
Gaguejos, calos, cicatrizes, arrepios...

Sem medidas e autorização falam por mim
Dizem de mim o que eu não saberia falar
Sobram ao vento, ao redor... invadem o privativo
E é só o que sei explicar sobre essas marcas.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

SOB A LUA

À noite sob a luz lunar a rua foi palco de um espetáculo solo,
Misto de drama e aventura;
A luz incidia sobre a personagem de baixa feição,
Iluminando o espaço de seus passos apenas.
Num pulo ela estendeu os braços,
Alcançando a luz que escapou por seus dedos,
Caindo de joelhos... em indecisa agonia: chorava ou sorria?
Apenas andou, sorriu e chorou,
Soube que nada traria alívio a não ser o sono;
Assim a vi no reflexo da janela enquanto abria a porta,
Ansioso almejei pelo momento em que te veria, te alcançaria, e não te perderia entre os dedos.
Momento em que simplesmente te teria.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

FRAGMENTOS DE UM CONTO - CONSEQUÊNCIAS

Ele naquela tarde acordou do preguiçoso cochilo pós-almoço, pronto (nem tanto...) para mais uma sequência de aulas.
Atrasado.
Pensou que se houvesse colocado o relógio para despertar teria mais tempo para se arrumar naquela tarde chuvosa...
"Anta!" - sussurou para si mesmo enquanto penteava o cabelo ao mesmo tempo em que procurava o guarda-chuva e sua botina. Tudo feito, lançou-se ao tempo frio e úmido - um charme da capital paulista que o fascinava, fazendo-o recordar das tardes parecidas que tinha com sua mãe, enquanto ela passava roupa, culminando num lanche de pão com manteiga e café com leite, com participações especiais e ocasionais de biscoitos água-e-sal.

Assim o levou o dia. Findadas todas as tarefas, voltando para o conforto do lar pensou que cada coisa que se faça sempre levará a uma consequência - seja ela grande ou pequena. Tipo assim, ao passar o pé esquerdo à frente o direito ficará para trás. Normal. Mas o que o instigou são as até certo ponto incontroláveis consequências dos atos. Lembrou do ótimo filme "O Estranho Caso de Bejamin Button" onde Benjamin pensa numa cadeia de acontecimentos que levam sua amada a sofrer um atropelamento que dá fim à sua carreira de bailarina.

Consequências.

Parou. A poucos passos de casa parou, e quis parar de pensar neste caos de consequências. E parado gostaria de chegar a uma boa conclusão, não de fato conclusiva mas que desse sentido a toda divagação do dia. Achou um bom ponto:

Ele dava aulas, era professor. Não era apenas isso, mas as aulas eram a principal fonte de renda. Pensou no quanto ganhava com isso e que poderia ganhar mais, mas não ganhava - porém era feliz, e sentia alegria em lecionar.

Consequências.

Impossível é domar o leque de desdobramentos de cada ato. Temos que lidar com as consequências a cada instante. E se as consequências dos atos forem em última análise ser feliz ou fazer alguém feliz, cada pequeno ato, cada renúncia, cada dificuldade... sempre valerão a pena!

Afinal, o sentido da vida é a felicidade.

Dormiu satisfeito, como há muito não dormia.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

TEORIA DA RELATIVIDADE HUMANA

Não fosse pela ausência, como quereria a presença? Por mais que incomode, é na carestia que ganha sentido o suprimento.
É diante do zero que o um se torna bastante.
É pela distância que os cheiros eternizam seu vinco sensorial, assim como o choque dos olhares arrepia quem não os via.
Desta forma também os sons só ganham estado musical se acompanhados de silêncios (notas e pausas).
A vida só é percebida pela iminência da morte.

Em tudo vejo reatividade. Se apenas houvesse o bem, não haveria bem algum por assim dizer, apenas um estado neutro. A palavra "bem" ganha sentido confrontada com a "mal". E se vejo, é porque antes não via: a relatividade das coisas foi me apresentada, deixou-se perceber por mim, e assim passou a existir no mundo que sou embora sempre existisse no mundo em que estou. E nesta frase vejo superior expressão da língua portuguesa à inglesa, pois na linha anterior apenas expressaria o "am" para ser ou estar, condicionado ao "who" ou ao "where" para dar-lhe sentido.

Mas não significa que os estados sejam necessariamente crônicos; um casal que vive afastado em residências distintas aprende o valor da presença pela saudade e busca o momento não apenas de aplacar a carência, mas de coabitar e findar a ausência.

E assim desenrola-se mais um drama humano. E a percepção busca a cada momento dar sentido à vida, descobrindo relatividades em coisas ainda não tocadas.
É o momento onde fé, ciência, poesia e filosofia se beijam num escrutínio de dar gosto, levando o homem cada vez mais ao seu destino desde que descobriu que sabe.

"O homem que sabe que sabe"

Pois antes de descobrir que sabia, não havia sapiência. Não havia sentido na palavra.
Logo, o homem resignificou-se.

E continuará a se dar significado enquanto pensar e relativizar.

terça-feira, 13 de maio de 2014

ROMANTISMO PARA MIM

Estariam ancoradas as horas
Difíceis de passar, de serem degustadas,
Se não houvesse tua presença.
Teu cheiro, teu olhar... o toque macio de tua pele,
É o que me leva a navegar pelas ausências...
O vale criado entre os momentos em que estou à sua mercê!
E justamente são esses os momentos que se liquefazem entre meus dedos, escoam e aguardam que eu os recolha,
E os resuma em tuas risadas,
Teus sorrisos,
Teu toque...
Que me perdem de mim para no instante seguinte me atirar de encontro ao normal.
Me salve! Me resgate!
Para que o próximo momento em tua órbita,
Seja cada vez maior... até que se torne tão grande quanto nós.
Maior que o vale,
Seu positivo oposto,
Um aplainado agora,
Para estar diante de ti.
E nada mais.
Apenas você.

SOBRE EGOS E O MUNDO

Sempre que olho para mim,
Há dias que reluzo,
Que pulo e sorrio;
Em alguns outros me embaço,
Manco, e tenho o olhar baixo...
É o resultado de me ver: sempre há momentos díspares.
Mas, quando olho em torno,
Dou uma pequena olhada, e percebo outro mundo,
Cheio de outros mundos,
E vejo que há anos é tudo sempre igual!
Mudam os métodos e as maneiras,
E tudo parece seguir uma ladeira descendente...
Ontem houve um grito desesperado,
Anteontem cobriram um terreno com concreto...
Hoje eu percebo o caminho,
Amanhã estarei eu nele.
E não importa se o meu mundo vai bem,
Não importa também se o teu mundo vai mal,
No fim todos seremos tragados pelo declive por termos tratado aos outros não como um pedaço de um todo,
Mas erroneamente achado que apenas o eu bastava...

quarta-feira, 7 de maio de 2014

THE LONE LOBO


Barking at the moon, waiting for the sun
Some friends, one love,
A lot of passions, a single and lonely way.
Being happy, doin' it good,
The Lone Lobo will keep rockin'
Until the touch of death,
Kissing the lips of life.

REFLEXÃO DA MADRUGADA

As pessoas conseguem ser especiais de diversas formas: Umas se tornam empresárias; outras exercem liderança política. Algumas conseguem fama... Há aquelas que constroem uma grande família. E entre todos esses há aqueles que escutam, que se preocupam, que agem com carinho, que são hospitaleiros, que nos olham com doçura, ternura e carinho...

Enfim, percebi ao perder o sono hoje que não é difícil ser especial para alguém: basta sair um pouquinho do nosso impulso de cuidar de nós próprios e reparar no que acontece em volta.
Quando a gente faz isso, nos tornamos especiais e melhor ainda, damos a chance para que outras pessoas se tornem especiais para nós.

Reflexões que a madrugada proporciona...

quinta-feira, 1 de maio de 2014

MOMENTO MELÓDICO

E outro dia chegou ao fim
E o fim trouxe consigo o início
A noite sorriu medonha
Mas só para quem não a conhece...
E na troca de ciclos
Cordas soavam seus harmônicos
Tênues como ar
E tão presentes quanto...
Às cromáticas melodias
Somaram-se ruídos de calos e palheta
Mas para quê contar?
Se o som que rolou nunca mais voltará?
O momento se perdeu
A noite esfriou
Os sons cessaram
E a lembrança se encarregará
De na próxima tarde reproduzir de maneira imperfeita
Uma cópia dos sons
Imperfeita cópia
Mas um outro momento único
E por isso perfeito.

domingo, 27 de abril de 2014

PENSANDO SOBRE OS CICLOS DA VIDA

Sempre há um ciclo. É a vida. Um se fecha e outro se abre. As situações mudam, mudam as circunstâncias, e com essas mudanças trocam-se os círculos pessoais também. Enfim, a vida muda. Isso é o dinamismo sob o qual existimos. E há elos que ligam cada ciclo; afinal, podemos perceber que, via de regra, as mudanças de ciclo dificilmente são bruscas e violentas, e sim tendem a serem precedidas de certo preparo. Sim, são planos que começam a dar certo ou projetos ruindo que vejo anteceder o início de um novo ciclo.

E o que essas mudanças trazem? Há a necessidade de largar certas regras, confortos e amores para que o novo não chegue e sim aconteça. É isso que as mudanças trazem,  e embora pareça óbvio é bom ressaltar que as mudanças trazem o novo!

Viver agarrado então é nocivo, penso eu, a não ser que aquilo a que se está agarrado seja um esteio, uma coluna-mestra, aquilo ou alguém que nos define de alguma forma, que seja realmente algo intangível...

Então viver não é apenas mudança de ciclo: é também a descoberta de quem e como somos. É apostar e perder até aprender a ganhar. É ver as vitórias mais significativas chegarem acompanhadas de marcas de expressão.

É muita coisa para apenas uma vida...

Mas não é apenas uma vida, e sim muitas vidas numa existência.

...

quarta-feira, 23 de abril de 2014

FRAGMENTOS DE UM CONTO - SAUDADES

"Mas é claro!" - pensava, "é uma das coisas que resta fazer neste momento! As outras não tenho tanta certeza..."
Dizia isso enquanto varria aqueles farelos de pão que aparava na barriga até que aquele vira-latas parceiro pulasse em seu colo para ganhar festinha, e os espalhasse pelo chão da sala.

Tarefa feita, sacou o que acontecia ao seu redor: aparelho de som mal sintonizado na casa do vizinho, a cortina dançando com aquele ventinho frio da tarde de um outono paulistano. O frio que, embora estivesse protegido em casa, o assaltava até os ossos pela simples lembrança.

E lembrava... franzia a testa e encarava o teto. O estômago digeria o lanche como se dançasse lambada pela ânsia que o tomara há horas.

Fumaria um cigarro? "Por quê não?"
Beberia um uísque? "Por quê não?"

Nada fazia sentido, e nada parecia ser incabido. Onde estava sua cabeça?

Ele riu alto, como quem escuta a melhor piada sarcástica, de si próprio e se levantou sem rumo.

Andaria sem rumo esta noite.

"Por quê não?"

E se foi.

Pois nesta noite ele não a veria.

terça-feira, 22 de abril de 2014

LEITORES E ELEITORES - por Mauro Nogueira

Renovação verdadeira na política só vai acontecer quando todos os candidatos de um mesmo pleito nunca tiverem "pedido a cabeça" de jornalistas que os denunciaram, porque a relação entre políticos e jornalistas é um dos termômetros de uma democracia saudável.

Em regimes totalitários, não há liberdade de imprensa. Em democracias corrompidas, a liberdade de imprensa é corroída pelos conluios entre políticos e jornalistas. Se um político tem influência para deixar o jornalista desempregado porque o denunciou, por outro lado o jornal faz denuncias contra outros políticos que são inimigos dos seus políticos aliados, e esse jogo perverso só acaba quando todos pararem de praticá-lo.

Para tanto, é preciso que o leitor deixe de acreditar nos jornais. No Brasil, atualmente o leitor tende a acreditar na notícia de jornal à medida que nutre empatia e identificação ideológica pelo político, relegando a apuração e a evidência dos fatos ao segundo plano. E o jornal tira proveito desse critério irracional, e na maioria das vezes inadvertido, alegando uma imparcialidade que visa deliberadamente despistar o leitor.

Quem é idôneo não teme críticas, porém é fato que falsas denúncias têm tido peso decisivo nas eleições do Brasil pós-ditadura, pois até provar a inocência do candidato, as eleições passaram.

Quem sabe isso aconteça nas eleições presidenciais de 2018? Nas de 2014 alguns dos pré-candidatos têm jornalistas ora como aliados, ora como inimigos; depende do interesse.

Mas fato é que maus leitores são maus eleitores e bons leitores são bons eleitores.
Ah, é bom lembrar, não estou me referindo a quem não tem acesso às informações.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

NUM DIA NUBLADO

Tudo o que quero para hoje é um canto,
Onde possa ler um conto,
Entoar meu canto,
E contar os amigos com os quais conto.

Um canto que caiba no conto,
Que se completa quando conto,
Que inspire o sossego dum canto confortável;
É com isso que hoje conto.

Alternar o vento gélido com a monótona sala,
Arrepiando a pele e voltando ao conforto,
Buscando o abraço do canto que me anima a cantar a guarânia triste do conto de um cantante,
Que só queria um abraço...

Se o que quero pra hoje é esse doce encanto que me persegue desde ontem;
Se encontrar o abraço do canto ou da musa do conto se torna minha obsessão;
Se o gélido vento é a inspiração pra busca do calor,
Tudo o que quero é que isso tudo se torne meu canto,
E inspiração para algum conto,
E companhia pro canto.

terça-feira, 15 de abril de 2014

FRAGMENTOS DE UM CONTO - Poesia Encomendada

"...E assim ela chegou, adentrou e flertou. Sem muitos dedos, simplesmente olhou e pediu uma poesia.
Acendeu um cigarro, me fitou e baforou. Queria uma poesia.
Eu me esforcei em ler seu olhar, busquei e como lhe enxergar...
Nada!
Me sentia cego naquele instante, pois nada via em seus olhos além do pedido de uma poesia.
Logo eu que não me ajeito com os verbetes em versos e rimas tinha o pedido de uma poesia para atender.
Seu aparente vazio me contagiou. A noite passou e clareou, troquei os passos, maquiei o desbunde e num acesso escrevi.
Ela quis uma poesia. Pois que encontre aqui."

quarta-feira, 9 de abril de 2014

AMANHECER

Como é bom amanhecer
Deixar que o dia tome seu rumo
Não lutar contra a rotação
Apenas ser o que se almeja ser.

Como é bom que se entenda
Que as marés retrocedem
Que os ventos mudam
E que a dinâmica é cuidadosamente planejada.

É bom demais lançar os olhos além
E enxergar nosso lugar na imensidão
É divino saber que cada ato constrói o que somos
E que ninguém pode ocupar a forma que adquirimos.

Em tudo isso somos ensinados
Não há o que haja sem ser
O bom de tudo o que vemos, vivemos, sentimos e provamos
É que de outra forma, jeito, circunstância ou modo
Poderá novamente ser vivido.
Basta se deixar entardecer...
Basta saber anoitecer...
E ter alma para o amanhecer.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O TEMPO

O tempo é curto, sempre curto
Nada pode torná-lo mais extenso
Nenhuma medida parece ser eficaz para domá-lo
Nada do que façamos o domina
Apenas aceitar e buscar conviver
Apenas ver e buscar entender
Se o vemos passar, por qual ótica o vemos?
Seria de uma prisão, seja lá qual for?
Independente de qual grilhão nos prenda?
Ou uma ótica livre, solta?
Tenho o visto passar por mim
E passar sem se despedir, ou ao menos anunciar chegada
Vem, me desperta, e logo evapora
Em alguns dias ele até volta
Sem ser anunciado
Num desses dias me suga e exaure
Noutros me plenifica e transborda
O tempo age conforme me encontre
Por isso, da próxima vez que eu o encontrar
Quero estar respirando fundo
Com total fôlego
E quando ele passar
E almejar voltar
O terei visto do alto de minhas faculdades e atribuições
Terei feito muito, terei me tornado muito
Serei essencialmente eu
Mas substancialmente outro maior, melhor
Mais cheiroso, mais intrépido
Beijarei sua face e direi: "meu amigo, até breve!"
E assim até ele se apresentar cada dia mais curto
Até eu não caber mais em seus braços
E quando seu abraço não puder mais me envolver
Eu o abraçarei... e irei com ele
Pois os anos em que eu o tive, e que gozei ao lado de quem e do que amo
Terão sido suficientes
Sem mais a acrescentar. Pleno e alvo.

domingo, 23 de março de 2014

ARE YOU EXPERIENCED?

Sim, eu sou do samba. Agepê, Noite Ilustrada, Benito di Paula e outros fizeram minha cabeça. Assim como sou do Blues, do Rock, do Metal, do Jazz...

Não tenho necessidade de me rotular. De fato, alguns comportamentos e características me definem mas não me encerram.
É bom ser livre, é bom dizer sim e experimentar! É bom assistir novela na Globo ou Record? Por que não? Apenas é bom ler existencialistas também! E isso faz de qualquer um uma pessoa mais complexa, com horizontes mais amplos.

Um dia vou abrir mão de experimentar, e nesse dia cubram meu caixão com a bandeira paulista, cantem "Solidão de Amigos" em meu funeral e plantem orquídeas ao lado de meu túmulo. Terei experimentado o suficiente...

Yeah, I'm Experienced!

A ORTODOXIA IDOLÁTRICA

Atributos divinos são maneiras de BUSCAR compreender o inacessível. Logo, os termos usados para isso - como ONIPRESENÇA - podem ser corrompidos, negados ou qualquer outra coisa.

O atributo não é Deus, e rejeito idolatria de quem se apegar a um termo.

segunda-feira, 17 de março de 2014

GENIAL OU MEDÍOCRE? Você Escolhe!

Havia um músico genial chamado FRANK ZAPPA. Ele realmente era daqueles tipos raros que dominam não só a arte como também o pensamento crítico. Em um lugar por ali um garotinho tomava aulas de guitarra com um gênio da técnica instrumental, o JOE SATRIANI. E este garotinho evoluiu tanto que aprendeu as músicas do mestre Zappa - seu ídolo - e enviou as partituras das mesmas para o próprio, e por isso foi chamado para tocar com ele.

Um tempo depois, um outro gênio da guitarra, YNGWIE MALMSTEEN, saía da banda Alcatrazz para seguir carreira solo, e o garoto assumia seu lugar. Quando o grande gênio da expressão vocal DAVID COVERDALE saiu da Inglaterra para levar o Whitesnake para os EUA, recrutou aquele garoto agora bem mais crescido para ser seu guitarrista.

Assim aconteceu na carreira deste jovem que ao lado de gênios pode se tornar o gênio que é até hoje. Seu nome é STEVE VAI. Em nenhum momento a convivência com outras estrelas ofuscou a de Steve Vai, assim como todos esses após o contato com ele permaneceram brilhando.

É tolice achar que pode-se brilhar sozinho ou que alguma pessoa de talento possa atrapalhar nosso caminho.
Eu não tenho concorrentes, tenho PARCEIROS que juntos podemos brilhar em CONSTELAÇÃO. Todos nós devemos ser seguros de quem somos e do papel que podemos exercer.

Não deixemos nunca que nossa GENIALIDADE se torne MEDIOCRIDADE.

quarta-feira, 5 de março de 2014

TEM QUE SE SABER PERDER...

Para que haja vida, é preciso haver morte. Para que haja saúde é preciso haver dor. Para que haja conhecimento é preciso haver isolamento.
Sempre há troca. Sempre há renúncia.
Nunca pode-se ter ou ser tudo, mas podemos ser plenos naquilo que almejamos.
Não, numa sociedade desigual isso não depende somente do nosso querer, mas o passo primo é sempre nosso.
Se há alvorada, ela foi precedida pelo horizonte oeste avermelhado. E o precede. Então a escolha é:

Viver esperando o Sol se por
Ou
Esperá-lo nascer.

Eu prefiro que ele nasça e com ele as esperanças e alegrias; a energia para outra corrida; a inspiração para outra música; a vitória sobre meu eu.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

COMO MUDAR

É, meus caros...
No fim, a chance de mudar o mundo só é atingível se mudarmos nossas mentes e corações... se acertamos nossos anseios, desejos e métodos de conquista...
E nisso tudo, só o que realmente tem esse poder de mudança - uma metanóia - é o amor.
E amor de fato, aquele que sente, aquele que age...
Aquele que se move em direção ao outro, e para longe do que não importa, do que é pequeno - mas se aproxima do que é simples e verdadeiro.
E amar acaba sendo a única chave. E a cada dia aprendo(emos) a amar cada vez mais, e com mais intensidade e significado.
E com certeza, se o amor não mudar o mundo, é porque as pessoas não amaram nem se deixaram amar...
Mas nosso mundo particular mudou, muda e sempre mudará; se aperfeiçoará.
O amor é dinâmico.
O amor nos dinamiza e nos aperfeiçoa.
E é só o que importa.

- NV+KB.

VOCÊ ORQUÍDEA, EU COLIBRI

Você Orquídea, eu Colibri
Te beijo pra viver... e vivo a te beijar
A voar em torno de ti, a te cortejar
Atraído pelo aroma e formosura que fluem de teu ser
Simplesmente entregue, rendido aos teus carinhos;
carente de teu olhar doce
Doce como o néctar teu, que alimenta meu querer
Você Orquídea, eu Colibri
Pássaro que voa, e para diante de tua formosura
E suga, grato, a vida que se encontra na amada flor
Sempre a buscar... o que nunca há de faltar...
O doce sabor que se encontra em ti,
Você Orquídea, eu Colibri.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

SENTIDOS

Fecha-se os olhos pra sentir o que se tem e não está aqui, 
O que um dia quente te tomou...
Os olhos abertos me deixam só, 
Com quilos de gente ao meu redor 
Fim da linha: o sol se pôs, 
Adormeci ou acordei? Não sei se é real o que encontrei! 
O abraço da noite me trouxe alívio,
Ouça minha voz, fale comigo, só procuro o teu abrigo 
Tua presença a acalmar os meus sentidos

Escrito há quase um ano atrás

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A ÚLTIMA FRONTEIRA

A última fronteira é o coração
Pois nele tudo se inicia, tudo nasce,
Tudo ganha sentido.
Nele há terra para a semente, adubo e água;
E há nele aquilo que decidimos cultivar.
É certo que há essa linha de largada
Mas também nele se define a chegada.
Há o fim, há o término,
Onde ou o trajeto se finda
Ou os nutrientes do solo se tornam escassos;
A diferença entre os dois
É alcançar o que o coração almejou,
Ou aceitar que o desejo não vingou..
Nem a mente, nem a razão, nem a estafa física,
Nem a sabedoria da experiência,
São suficientes para aconselhar o coração:
Órgão orgulhoso, que só ouve o que quer
E sedutor, manipula os outros para sua vontade...
E quando chega-se a essa última fronteira
Há de ter cuidado para que o coração não caleje;
Não perca a sensibilidade;
Não deixe de pulsar,
Sístole e diástole,
Para que mesmo ferido
Ou cansado,
O coração não deixe de tentar!
Não deixe de bombear
Sonhos, sangue e vontade,
E que assim, sejamos felizes sempre com nossas escolhas.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

HOJE


"Só queria poder dormir hoje ao teu lado, e assim acordar;
Queria poder discutir e saber que posso durante afogar minha razão e motivos em teus lábios. 
Queria me perder entre suas pernas e nunca mais me achar...
Isso tudo hoje ainda. 
Era tudo o que eu queria, e daria tudo pra isso, 
Pra que ainda hoje eu pudesse segurar tuas mãos... 
Beijar teus olhos... 
Encontrar refúgio em teu colo... 
E nunca mais, pra sempre, 
Me afastar da tua doçura.
E isso tudo ainda hoje.
Enquanto posso respirar,
Enquanto a chuva me molhar,
Enquanto meu sangue ferver ao olhar pra você.
Mesmo que eu tenha que adiar este 'hoje',
Sei que quando eu te possuir,
Quando fisicamente eu te tocar,
Marcaremos nosso eterno hoje."

FRAGMENTOS DE UM CONTO - "FELICIDADE"

"Ele simplesmente olhou para o horizonte e estendeu a mão num gesto peculiarmente estranho. Parecia querer expressar o que o incomodava tanto durante suas meditações... Aquela linha degradada pelas silhuetas da cidade e do relevo serrano realmente era inalcançável.
Era o que ele queria medir, posto que o que buscava era apenas ser feliz... não havia outro anseio humano tão capaz de perseguir com tamanha avidez quanto a felicidade.

Mas, por que tão inalcançável?

Ele se sentou na calçada e o horizonte sumiu. Sentiu seu corpo relaxar, e apoiou as mãos para trás. Respirou fundo enquanto simplesmente usava alguns minutos de seu dia para matutar. Havia um sabiá enamorado de uma fêmea bailando nos cabos elétricos. E tudo o que sentia era bom.

Passados alguns minutos ele se levantou, teria um compromisso dali a 20 minutos. E assim caminhou pela rua calma, sem carros.

Ao fim do dia, ao refletir sobre os acontecimentos daquela tarde durante o banho frio, entendeu um pouco do que refletia:

A felicidade só é inalcançável se posta no lugar errado; ela nunca esteve no horizonte, num lugar onde desejamos ir e provavelmente nunca cheguemos. A felicidade deve ser colocada onde estamos, como quando ele havia se sentado na calçada. O horizonte utópico apenas serve para nos mover, para nos fazer almejar... Mas o que nos faz felizes certamente está perto de nós.

E com este princípio ele foi dormir. Feliz."

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

INSTINTO, ADAPTAÇÃO, HUMANIDADE

A capacidade de adaptação é algo inerente à espécie humana, e faz parte de seu instinto de sobrevivência . Essa nossa capacidade é que nos leva sempre a buscar coisas melhores e também a nos adaptar a um clima mais hostil, a uma dieta diferente, a novas pessoas... enfim. Outros animais e plantas também usam esse traço instintivo para perpetuar suas espécies. E por assim ser, posso dizer que é algo comum aos seres vivos - digo não como biólogo, mas apenas como um curioso que lê e observa. E observo claramente isso em nosso comportamento diário: deixamos a casa dos pais e nos adaptamos ao sistema capitalista ocidental de produzir sempre; e para que isso aconteça, nos submetemos a condições de trabalho que não julgamos ideais, mas às quais nos adaptamos, para que "algo melhor" aconteça lá na frente. Não só isso, mas nas relações de amizade também nos adaptamos, geralmente de forma inconsciente, para que sejamos aceitos no grupo - e o grupo de amigos acaba tendo uma "cara comum", características que ligam aqueles membros, aqueles amigos. E creio nisso tudo como algo bom. Faz parte de nós, somos assim, e geralmente pessoas com distúrbios psicológicos não conseguem se adaptar ao meio em que vivem.

E aqui reside justamente o que diferencia o homem dos outros animais: é "sabermos que sabemos" em nosso nome científico ou tal como dito por Descartes, "Penso, Logo Existo". Temos consciência tal desses fatos que me encontro nesta manhã gastando alguns minutos refletindo sobre isso. E esta consciência de nosso lugar no mundo como indivíduos participantes de grupos, nos dá a capacidade não só de nos adaptar, mas de escolher a que nos adaptar. E é aí que mora a segunda parte desta reflexão.

Se uma pessoa nasce e cresce num determinado tipo de sociedade, ele é por ela educado. À priori em seu lar, pelos modos de sua família, e depois pela comunidade mais imediatamente próxima. E assim ele se torna parte desse "organismo". E como tudo o que é bom pode ser pervertido, a adaptação de uma criança ao meio de uma favela dominada pelo crime de uma cidade brasileira vai gerar uma pessoa de acordo com aquele meio, ou seja, violenta e por que não, com chances de se tornar bandida. Assim como colocando uma criança no meio de uma família e amigos dos familiares que tem um alto poder aquisitivo conseguido com falcatruas, desvios de dinheiro, superfaturamentos, será propensa a ser bandida também, seguindo o "modus operanti". Isso tudo por causa do seu instinto de sobrevivência expresso em sua capacidade de adaptação ao meio em que vive. Ou seja, determinismo. Será? Não!

A pessoa é um ser crítico de si mesma e do mundo. Ela pode examinar a tudo e chegar à conclusão de até que ponto ela pode ser conforme lhe foi sugerido pela sua comunidade, pelo seu ambiente de trabalho, pela sua fam韑ia e outras "rodas sociais". Aí o ser humano que se torna soberano sobre sua vida, sua história, e que se recusa a ser como o rio que segue seu fluxo determinado por sua calha e inclinações de solo. É como o peixe que enfrenta as corredeiras e nada ao contrario na época da desova. É o ser humano que desiste de ser apenas reativo ao que lhe acontece ao redor e se torna proativo. É a diferença entre "determinismo", "predestinação" e "livre-arbítrio" - e embora não seja aqui o assunto em pauta, em minha concepção aquilo que me afirma categoricamente a existência de Deus, que fez um ser "à Sua imagem e semelhança".

Então o que temos pra hoje é examinar o que temos à nossa volta e decidir o que é bom, o que é importante, o que é útil e como usaremos isso. Cada um de nós é um universo, um microcosmo onde pode reinar, bastando para isso ter consci阯cia de quem seja de fato e de que pode sim acertar as velas de seu barco para o levar na dire玢o que preferir.

Que nossas escolhas sejam sensatas e humanas.

KB.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

SOBRE GATOS, LADEIRAS E ESSÊNCIA

"... E enquanto passava por aquela rua, aquela ladeira, notei que na calçada se esgueirava um gato. Me fitava preocupado, medindo seus passos, encostado na parede, sobressaltado a cada movimento meu, a cada balanço de braços dos passos. Eu não oferecia perigo algum, e quis entender aquele bichano. O que havia acontecido para que estivesse tão alerta?

Me passou pela mente a idéia de que algo na essência daquele gato havia se perdido no caminho da evolução e da adaptação às comunidades humanas. Talvez em seus genes ainda pulsasse seu instinto caçador de um felino de grande porte. Ou talvez o instinto de sobrevivência estivesse apitando dentro dele, mesmo que não existam inimigos naturais para os gatos domésticos, e que não hajam predadores. Mas por que isso?

Talvez pela CHATICE! Sim, por um mundo que não oferece desafios próprios à sua espécie, eles se adaptaram à vida doméstica, como meros "gatinhos" com um novelo de lã a distraí-los.
E lembrei das pessoas. Muitas agoniadas, em vidas que vão contra sua essência, com costumes que tiveram que aprender para se inserirem, para serem aceitas. E talvez eu também, de algum modo - embora busque a autenticidade.

E passei pelo gato. Ele me olhou e correu. Eu segui, cheguei ao alto da ladeira, daquelas típicas de São Paulo. Respirei fundo, e desejei achar o equilíbrio entre o primitivo instinto e a comodidade do lugar comum. Decidi que não quero ser adestrado, não quero viver o que esperam que eu viva; mas também não quero passar um dia inteiro correndo sob o Sol atrás da presa, comendo sua carne crua como recompensa. E me senti grato por ter consciência destas coisas, pois mesmo que eu aceite uma condição comum, a minha aceitação demonstra total soberania sobre minha vontade, pois liberdade plena só possui quem tem o poder de abrir mão dela. O libertino é apenas um fantoche, prisioneiro de uma falsa liberdade.

No caminho de volta encontrei outro gato. Ele deitado me olhou e voltou a dormir... "

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

QUEM NOS LIVRARÁ?

As microrrelações socias é que formam um país. Nossas famílias é que determinam o jeito que caracteriza a pátria. Desta forma, é bobeira botar a culpa do que acontece de ruim nos políticos, administradores públicos. Se alguém rouba, desvia dinheiro público, é porque "aqui embaixo"  costumamos não só fazer vista grossa mas também participar de esquemas que privilegiam alguns em detrimento da maioria. Como podemos clamar por uma sociedade solidária se somos corruptos, se nossa moral é inexistente, se somos maus???

Quem nos protegerá de nós mesmos? Quem nos livrará? Como poderemos levar uma vida tranquila sem nos trancarmos em condomínios, cada vez mais alheios ao que acontece nas ruas... Aprisionados, sem liberdade, vítimas de nossa preguiça, arrogância, corrupção, burrice, ignorância...?

Quem nos livrará desta situação?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

O QUE IMPORTA, DEUS?

Não importa o que pensamos,
Importa pouco o que almejamos;
Quase nada tem importância,
Se aquilo que planejamos não tem uma justa aplicação prática!

Que os sonhos ganhem vida, que façamos como Deus na figura do barro que com Seu sopro ganhou vida.
Se mito ou literalidade, a lição é realizar o que é um bom sonho. A lição é dar um pouco de sua vida para fazer o sonho viver.

A QUESTÃO É O CORAÇÃO

A questão é o coração, não há outro que seja mais atacado sofrendo com dores por tristezas, angústias, decepções... E isso porque nele reside o que há de melhor: Alegrias, bondade, amor... Não há outro que inspire mais cuidado e que busque ser tratado, afagado. O coração humaniza o que a mente almeja!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

BOA SEMANA PARA TODOS NÓS...


...ainda que você seja uma pessoa amarga, pois acredito que a vida tenha te levado à essa posição através de tantas decepções e traições - mas você tem o poder de sair desta situação e buscar mudar, e também de ter fé nas pessoas após recobrar a fé em si pois entenderá que ninguém, assim como nós, é perfeito.

Boa semana para você que se preocupa demais com a vida dos outros, que não precisa assistir "reality shows" pois a tua rotina é essa: olhar para os passos de outras pessoas e medir se são bons ou ruins. Eu lamento que tua jornada tenha sido tão chata a ponto de você perder o foco em seus atributos naturais, talentos e capacidades, enxergando na vida dos outros algo mais interessante do que escrever a própria história; ao invés de ser autor da história, um mero ator seguindo um roteiro - e pior, coadjuvante.

Boa semana para você que tem grandes talentos, capacidades e alcançou grandes objetivos, mesmo que isso te leve a olhar com desdém para outras pessoas que não tem ou alcançaram o mesmo "status quo" que você, mesmo tendo exemplos de grandes pessoas com grandes talentos que se cercam de humildade, e exemplo daqueles onde a arrogância termina quando sofrem algum grande revés da vida como um acidente grave; essas pessoas descobrem que realmente "SER" é melhor do que "TER", e que tudo é passageiro... mas nunca se é tarde pra se aprender, de fato!

Boa semana pra você que tem amigos e se cerca deles, os aceita como são sem com isso concordar com suas falhas e defeitos, porque você aprendeu a se olhar no espelho não apenas para se pentear e espremer cravos...

Boa semana para você que cai em contradição, que se desdiz, e e isso ocorre não por falta de personalidade ou caráter, mas por tê-los de sobra! Mudar o modo de pensar - metanoia - é uma das coisas que separam atores coadjuvantes de autores de sua própria peça! 

Boa semana para você que ainda sonha, que almeja grandes voos, e que aposta nesses sonhos pois entendeu que até que provem o contrário, teremos só essa existência para realizar aquilo que nos agrada o coração e não machuca os outros.

Enfim, que todos nós possamos ter uma linda semana, um lindo dia, lindos momentos. Que haja força para superar os ruins e extrair lições, e bom humor para viver e desfrutar dos bons. Que nosso coração seja mais leve, que cuidemos mais de nós e não "da vida dos outros e sim diretamente "dos" outros.

Que nunca falte inspiração, um bom amigo para nos colocar pra cima e um amor para dividir a vida e suas vicissitudes!

Que a paz nos cerque e que os encantos nos movam! KEEP ROCKIN'!

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sábado, 18 de janeiro de 2014

JUST DO IT!

Toda a questão mesmo é sempre sobre a felicidade. É o sentido da vida buscá-la, e isso se dá através daquilo que nos encanta. Tomamos decisões e depois até mesmo voltamos atrás nelas à procura de ser feliz. Esta busca é intrínseca, nosso DNA é programado para isso. Por isso não adianta querer trair a nós mesmo, pois seremos inexoravelmente movidos pelos ventos dos encantos rumo ao horizonte que se apresenta como utopia - o caminho, a estrada, o mar: esses sim são a felicidade de fato! Esse movimento é nossa realização. Sejamos felizes.

E se há mais algo que aprendo nesses 30 anos - ruma à 31 - é que as oportunidades aparecem e devem ser aproveitadas. Há atitudes que precisam ser tomadas de imediato no momento em que a oportunidade se apresenta. Já vi muitas pessoas, incluindo eu, perderem boas oportunidades, simplesmente acharem que amanhã as coisas estarão da mesma forma no mesmo lugar.

Viver é aprender. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

"PORNÔ FUNK" É CULTURA?

Segundo a declaração do prefeito de São Paulo Fernando Haddad sim, e deve ser respeitado. E eu concordo com ele... em parte. (http://info.abril.com.br/noticias/cultura-nerd/2014/01/haddad-veta-lei-que-proibia-baile-funk-em-sp.shtml)

Esse ritmo sobre o qual as pessoas geralmente jogam letras de cunho sexual, pobre em harmonia, melodia e ritmo e letra, e que serve apenas para rebolar com insinuações sexuais - pois nem há aqueles que realmente dançam com ele - faz parte SIM da CULTURA de nossa geração!

O que é cultura:

"Genericamente a cultura é todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo homem não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade como membro dela que é"

Ou seja, tal qual a definição trás, a cultura das pessoas (de maneira geral e ampla as pessoas da periferia das grandes cidades) de hoje é essa. Passamos por momentos em nosso país onde para a maioria da população ter saúde, educação, instrução e boa alimentação é algo difícil. Não geramos em nossa sociedade pessoas aptas tanto a apreciar as boas obras de arte e críticas o suficiente para distinguir o bom e o belo, geramos apenas um exército de pessoas que aceitam a missão de, sem contestar, sair pela manhã para ir trabalhar, voltar à noite para casa onde, cansadas e esgotadas, vão procurar se distrair com entretenimento de fácil acesso. Não cultivamos uma convivência mais saudável com nossos familiares porque não temos nem tempo para isso! E a situação piora ainda quando gera dependentes químicos que quando tem um tempo de descanso gastam apenas de maneira a fugir da rotina semanal ficando bêbados - não estou criticando a bebida, e sim o desvio de seu uso recreacional para um uso alienatório.

Quando vamos de alguma forma nos expressar artisticamente, tudo aquilo que faz parte de nossa vida é posto à tona. E o que podemos esperar de um povo que, de uma forma geral (pela terceira vez digo isso para ficam bem claro!) inspira suas crianças a terem relações sexuais cada vez mais cedo, desassociadas completamente de sentir qualquer forma de AMOR ou TESÃO, por se tratarem apenas de CRIANÇAS! E estas mesmas crianças sem uma formação psicológica estão se tornando pais e mães...

Assim sendo, aceito o "Pornô Funk" como legítima expressão cultural das pessoas da periferia das cidades brasileiras, bem como algo necessário para entreter um exército de zumbis existenciais. Só não concordo que deva simplesmente ser aceito e respeitado...

KB

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

DESABAFO!

UMA JUSTIÇA QUE OUVE APENAS UM LADO E TOMA SUA DECISÃO NÃO É JUSTA. QUANTAS VÍTIMAS A JUSTIÇA FARÁ AINDA, POR OMISSÃO EM PUNIR REAIS CULPADOS E EM JULGAR COM IGUALDADE AS PESSOAS?


DEIXO AQUI MEU DESABAFO, E QUE DEUS NOS AJUDE. AINDA TENHO ORGULHO DE SER BRASILEIRO, E VOU AJUDAR ESSE LUGAR A SER MELHOR E IGUAL, NA RENDA E NOS DIREITOS.


GOSTARIA QUE ISSO FOSSE LIDO E LEMBRADO. E DESTA FORMA QUE EU FOSSE LEMBRADO COMO SOU, E NÃO COMO UMA JUSTIÇA CARENTE DE EFICÁCIA INSISTIR EM ME PINTAR.

sábado, 4 de janeiro de 2014

FRAGMENTOS DE UM CONTO - "SÁBADO"

Aí, naquela tarde insossa ele pegou uma garrafa de vermouth branco 
(o paladar não pedia algo amargo como as já habituais cervejas, mas a mente queria se desequilibrar um bocadinho...), 
e bebeu em lentos goles acompanhado de 5 pedras de gelo.
E ficou ali, esperando o tempo passar até a hora marcada.
Não havia nenhum tédio, apenas falta de graça,
Aquele dissabor típico daqueles que têm uma rotina estafante e voltam de férias.
Trocava olhares salientes com aquela parede branca,
Tão insinuante quanto o céu nublado.
Apenas se despiu, e continuou esperando,
Deitado no sofá  de couro sintético, e pensou na hora.
De repente percebeu que começava a se atrasar:
Tomou um banho, chacoalhou os finos fios,
e respirou fundo:
"Afinal", dizia ele, "Talvez realmente a graça não esteja no destino,
E sim no caminho até ele."
Era um pensamento insistente. Não sabia se havia lido em algum blog por aí ou se a própria parede havia sussurrado isso a ele.
Mas que o acalentava quando sentia que começava a sofrer de falta de razão.
E assim foi, e se sentia feliz,
Talvez mais feliz do que aqueles que cruzavam seu caminho,
Sem um horizonte, apenas vagando o caminho que lhes havia sido prescrito.

Seria o trabalho mais uma bula médica receitada por um psiquiatra?

Pensava...