quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

SOBRE LER E ENTENDER

Ninguém é dono da verdade, todos nós caminhos sob o mesmo sol. Uns podem ter mais conhecimento, outros mais sensibilidade, outros mais talentos... Mas a verdade nunca chega por inteiro à ninguém. Ninguém pode ter a última palavra sobre nenhum assunto; o mais belo é se aproximar de um significado amplo juntando os olhares de cada um sobre o mesmo assunto - talvez aí a beleza da dialética!
Se eu emito uma opinião e você não concorda eu vou adorar conversar sobre isso. Por diversas vezes fiz esse exercício dialético e foi muito bom, em outras até mesmo mudei de opinião!!! Eu pessoalmente gosto muito disso, de trocar idéias sobre tudo!
Mas não vou permitir que ninguém chegue "cuspindo ignorância" sobre mim, sendo que não entendeu algo que não escrevi. Isso aconteceu há alguns dias e para não haver desgaste cortei relações com a pessoa. Estou aberto sempre a conversar, a ouvir, a debater, a dialogar. Mas certifique-se primeiro de que leu bem aquilo que escrevi antes de "cair matando" - e faça isso com qualquer outro texto!
Não tenhamos pressa em emitir nossa opinião; tenhamos paciência para entender as pessoas primeiro, pois elas podem estar dizendo exatamente aquilo que pensamos. É um dos desafios para uma humanidade mais fraterna.
Beijos sinceros nos corações.

sábado, 21 de dezembro de 2013

MÚSICA: ONTEM E HOJE.

Gostaria de deixar aqui expresso algo sobre a música que se fazia antigamente e a que se faz hoje:

Antes os artistas tinham a liberdade de escrever suas canções com o tempo de duração que quisessem, poderiam falar sobre os mais variados assuntos... falavam sobre sexo, sobre espiritualidade, sobre amor, política... e existiam performances técnicas nos instrumentos e nos cantores. E por se tratar de arte, pessoas "feias" (fora do padrão de beleza) podiam fazer sucesso. Hoje em dia, tudo deturpado... as canções são vazias, os "artistas" têm pouco talento, apenas repetem os mesmíssimos acordes para embalar as mesmíssimas letras... São colocados num padrão de beleza e de roupas da moda, e tem suas músicas tocadas à exaustão nas rádios, baladas e televisão pagando um "jabá" alto - o que é crime, pois toda emissora é concessão pública! São pessoas efêmeras tocando para pessoas vazias de conteúdo, vazias de crítica e talvez, com pouca alma. E com isso, os verdadeiros artistas para sobreviverem, para terem dinheiro para viverem dignamente, acabam se rendendo ao papel de acompanhar esses robôs da mídia, soterrando seu talento para sempre - e o que seria viver dignamente para um artista, que é viver com sua arte, foi jogado no lixo!

Hoje vocês têm o poder de produzir apenas milionários, mas não têm o poder de produzir gênios!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

FRAGMENTOS DE UM CONTO - "SOLIDÃO"




"...e como todo ser humano, sentia saudade,

mas era difícil expressar...

sentado ali, com aquele copo vazio
somente tinha em mente a dor que sentia,
da qual não quis se desvencilhar!
Seria sua companhia pr'aquela noite,
que acabara de chegar.
Colocou dois cubos de gelo,
e completou o copo com água,
pois sóbrio era mais fácil degustar
o paladar de uma saudade singular!
Veio sorrateira, acampou, pernoitou...
e durante aquelas horas, se humanizou;
deixou que a dor o ensinasse de novo
o quão bom é não estar só."

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

MEU RESUMO ARTÍSTICO




Minha mãe é pernambucana, meu pai é paraense; busquei no frevo, forró, baião, siriá e no carimbó refúgio de minha criação com muito southern rock, blues, heavy metal e hard rock como legítimo paulistano. Tornei-me um filho do samba dos Demônios e das escolas de samba de São Paulo e do Rio. Me encantei pela voz da Alcione tanto quanto da Tina Turner. Chorei com a moda de viola do interior de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás (como bom paulista!) tanto quanto chorei com a voz de Stevie Ray Vaughan ou Joe Cocker. 

Enfim, sou um assumido filho de minha época e de minha cidade. Sou cosmopolitano e trago isso em minha arte. E é chegado o tempo de compartilhar com vocês, espero que gostem, e espero a cada dia melhorar quem sou, como sou.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

AFINAÇÃO

O conceito é fazer com que dois corpos vibrem na mesma frequência. Como num grupo musical, afina-se os instrumentos de acordo com o Lá 440Hz, por exemplo, para que haja uma coesão entre todos. Mas admite-se também pequenas variações na afinação como no caso de instrumentos de cordas duplas - viola caipira, bandolim -para que a diferença de afinação das cordas gêmeas gere um som mais rico, cheio. Instrumentistas elétricos como baixistas e guitarristas buscam essa sonoridade através do efeito de Chorus.

Enfim, como sempre busco uma aplicação pessoal de conceitos presentes na natureza, digo que quero caminhar afinado com meus amigos, familiares, parceiros de trabalho e quem mais estiver por perto, admitindo pequenas diferenças na afinação, na maneira de pensar e agir, para que nossa vida tenha um colorido mais amplo, para que haja mais sabedoria. Para que haja menos "eu" e mais "nós".