domingo, 17 de novembro de 2013

NUNCA

Nunca vazio...
Sempre há algo que sinto e que me toma
Nunca indiferente...
É gostando ou não que levo um pé à frente do outro
Nunca é fácil...
Há sempre luta, sempre batalha... Uma paz conquistada à base de golpes, sangue, suor e cansaço
Num cara só há um universo único, com mundos, caminhos... Um cara que pode sentar à beira do lago e observar as marolas em sua superfície, com raios solares desfilando por sobre; ou apenas reparar no rejunte entre dois azulejos seus pequenos furos, imperceptíveis à distância mas atraentes portas de um mundo microscópico
E assim mesmo inexplorado mundo. Tal qual a mente deste ente capaz disso tudo.
Há uma barreira.
Há uma barreira?
O que contém represada os fascínios, fora do alcance dos que visitam talvez apenas o quintal deste pequeno lar?
Uma América às avessas, precisando ser descoberta pois que não se aguenta dentro de si, pedindo socorro para que lhe-se aliviem os vislumbres, os gritos, a nudez, a loucura e a sensatez...
Não é fuga... Não é revolta... Nem desleixo ou destrambelhamento...
É vida! Implorando para fluir, para compartilhar-se, para afortunar e assim ser.
É vida!
Nunca é morte...
Nunca menos... Se parecer menor, será ainda mais denso...
Nunca pouco...
Nunca fraco...
Frágil sim!
Nunca gota... Sempre chuva
Nunca sempre, posta sua dinâmica;
Sempre nunca, por sua teimosia.