quinta-feira, 6 de junho de 2013

A METÁFORA CANINA

Hei de ser ortodoxo em minha fé cristã?

Se creio como as tradicionais tradições mandam, me fecho e acabo por definir como são as ações de Deus, e quem Ele é. E isso seria soberba, arrogância, pois que até nas escrituras judaico-cristãs registrou-se que jamais homem algum contemplou a divindade.

Ora, se assim o é, busco estruturar minha fé de forma a negar tais estruturas, não mais aceitando a autoridade de tradições de fé como Luterana, Apostólica Romana... Passo a hostilizar como herege àqueles que me precederam em fé e até mesmo me geraram.

Resultado: me fecho, e abraço uma nova ortodoxia.

Será um erro, o caminho natural das coisas ou sandice? Não sei, mas todo dia busco negar à mim mesmo como legislador, e toda vez que dirijo meu coração e pensamentos para o Alto, encontro uma pessoa acessível, pronta a escutar, e que sente falta de estar mais à vontade comigo. Sim, quase que carente, encontro uma Divindade que se revela figurativamente num cão que ao ver o dono, sai de seu descanso pronto para recebê-lo com alegria, lambê-lo, babar e pular, como se não houvesse um momento 5 minutos após,

deliciando-se num eterno hoje.