sexta-feira, 31 de agosto de 2012

INSPIRADO POR WINEHOUSE

 Vi um documentário sobre a Amy Winehouse onde informações sobre ela e a música que a inspirou eram intercalados com um ótimo pocket show que ela fez ao lado de somente um guitarrista e um baixista. Numa das entrevistas um sacerdote protestante inglês falou algo mais ou menos assim:

"Os profetas, biblicamente falando, não eram videntes, eles eram pessoas que tinham o dom de ver as coisas como elas são, como Deus as vê, e não como as pessoas acham que são. Eles denunciavam os males da sociedade, entre outras coisas... Hoje, este papel é exercido pelos artistas e músicos(sic), mas a arte que desenvolvem não muda a realidade em que vivem, apenas a reflete..."

Muitas coisas me tocaram, mas especificamente fico feliz de que quando eu estou desenvolvendo minha arte não reflito a total descerebração cultural vivida hoje e expressa na "arte" de "músicos" de variados "gêneros" no mundo, mais especificamente no Brasil, como no "funk carioca", "sertanejo u
niversitário", a junção horrorosa que fizeram de ambos (tchú-tchá e similares), "rock colorido", "MPB aguada/inssossa" e por aí vai...

A minha arte, composicional ou interpretativa reflete meu inconformismo com o atual momento, com a mentalidade das pessoas e seu vazio ético/cultural/crítico/criativo. Posso tocar hard rock, blues, samba, baião, rock n' roll, heavy metal, country, pop, e expressar o que há de melhor em mim: meu amor à vida e meu inconformismo com o que há de errado, sem relativizações pois não tenho medo de dizer não somente o que acho, mas o que é!