quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SOBRE ORQUÍDEAS

Orquídeas Olho-de-Boneca

Quando as orquídeas murcham,
E já não mostram o esplendor lendário,
É porque perderam sua razão de ser;
Sua existência emblemática  é trocada
Pelo orvalho de suas pétalas,
Que agora escorrem no rosto.

domingo, 27 de novembro de 2011

VENENO MUSICAL: ALERTA DE CONTAMINAÇÃO AO BRASIL



Procurar um especialista é sempre bom. Médico para a saúde, advogado para problemas jurídicos... Mas o Brasil não consulta MÚSICOS sobre MÚSICA!
A questão não é gostar ou não de um determinado estilo musical e sim separar o BOM e o RUIM em qualquer estio. Este é o papel do músico/educador nas escolas.
O povo não entende que consumir qualquer coisa que aparece nas mídias é tão ruim quanto ingerir gorduras trans. As pessoas têm suas inteligências agredidas e não se importam com isso.
Stálin certa vez arrancou as penas de um frango vivo; após se contorcer de dor foi comer migalhas de pão nas mãos de Stálin, que com isso ensinou seus generais que com as pessoas também era assim.
Queremos isso? Nos maltratam, lucram HORRORES com nossa displicência e deixamos contanto que possamos cantar um refrãozinho meloso em nossas festas?
Reeducação nunca é fácil: desde parar de fumar, começar a comer direito e ouvir seletivamente música. Os benefícios para a mente, corpo, sociedade, meio-ambiente, são inúmeros em efeito cascata!
Tá na hora. Vamos começar. Aos poucos chegaremos lá.

Chega de jogar no lixo nossa cultura; a cultura é tudo o que somos e tudo o que temos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CRÔNICA DO CÁRCERE - A FUGA DA ALMA



Escrito por um prisioneiro anônimo.

É uma vontade de chorar, um aperto no peito, como se tudo em minha volta não fizesse mais sentido
Uma tristeza que não passa, uma saudade que não perdoa, rasga a alma e a faz sangrar.

Um pingo de lucidez que busco respirar parace tão distante daqui
Onde a luz faz força e chega em teimosa insistência temendo se dissipar.

Que lugar é esse onde jamais estive? Este lugar em que sinto saudades o que não conheço,
E de tudo aquilo que deixei para trás?

Temo ser minha alma este lugar, tão difícil de escapar e cheio de feridas.

Não ouço minha voz; é agoniante não ter força para gritar, sentir os olhos doerem poor não ter mais lágrimas para lavar o meu colo
Puxo meus cabelos, me faço cafuné, tento de todas as formas que conheço me afagar, me confortar.

Vejo ao longe meus companheiros, com seus sorrisos, suas realizações,
Desejo sair e ter com eles. se eu tentar gritar novamente alguém vai ouvir?
Meu gemidos expressam dores inimagináveis, pois meu cotidiano é fazer meu povo sorrir.

Mas de onde vem isso tudo mesmo? Sofro por coisas que já nem lembro!
Fui condenado à esta prisão há tanto tempo que perdi-me entre meus lamentos!
Sempre forte, sempre capaz, fui incapaz de escapar à esta prisão; meu cárcere até parece voluntário!

O que me foi tirado? O que me faltou? me roubaram? Me privaram do quê?
Da amizade desinteressada de alguns poucos que vinham me visitar quando enfermo;
A linda mulher que fazia feliz a minha alma com seus beijos, abraços, olhares...;
Ou os sonhos que deixei no limbo?

Já faz tanto tempo, que eu já nem sei quem sou... já não sei se meu filho ainda se lembra de meu rosto...

Eu vou procurar sair daqui... já não aguento mais! Sairei desta cela rasgado pelo esforço, ou carregado, morto asfixiado.
Mas aqui não ficarei... já chega! Paguei o que tinha que pagar!

Abra a porta! Quebrarei o cadeado! Me solte, você não tem esse direito!

Eu vou sair, e quando lá fora estiver, te mandarei uma carta meu companheiro! Espero te ver em breve,

Quando nós estivermos

Livres!