sexta-feira, 14 de outubro de 2011

SOBRE O AMOR E A LIBERDADE



  As vezes há muita confusão para que se entendam bem certas coisas; nós ás vezes interpretamos mal as palavras dos outros por não sabermos entender certos termos. Quando não entendemos o significado de uma palavra no meio de um discurso ao final passaremos à margem do que outra pessoa quis nos passar.

  Duas palavras para mim são de suma importância, então vou significá-las, e quando eu citá-las conversando ou escrevendo neste blog ou em outro lugar você poderá saber do que falo.

LIBERDADE

  Ser livre é fazer o que se tem vontade, é seguir seus impulsos, seus desejos. Ser livre é poder pegar idéias de várias fontes ou de uma só... é ir aonde se quer para fazer o que quiser.
  Mas para ser de fato Liberdade precisa abarcar necessariamente a Responsabilidade; a responsabilidade faz com que nós usemos nossa liberdade para por limites em nela mesma. Posso dizer que


a verdadeira Liberdade não está em poder dizer "sim", mas em conseguir dizer "não".

E posso dizer que se houver alguém que diz ser livre mas não usa a responsabilidade, esse alguém não é livre, é libertino. Libertino não é Livre porquê não é Responsável.

AMOR


  O amor eu creio não ser apenas um sentimento. Na verdade, quando sentimos akela coisa gostosa por outra pessoa e dizemos que a amamos, acho que isso não é amor; deve ser paixão, bem querer, cuidado, carinho... mas posso usar a palavra amor (em grego phileo ou eros) para definir. Mas quando eu falo de Amor falo de algo muito sublime!


  Entendo o Amor (do grego Agapao) por uma atitude de ir em direção ao outro, de atender às suas necessidades, cuidar dele como se fosse você mesmo, de preferir o outro à si. Este Amor  é aquele que sustenta uma relação matrimonial após ter havido aquela paixão inicial; é o que faz um amigo numa situação extrema dar a sua vida pela do amigo que tem família e filhos como aconteceu tantas vezes nos campos de concentração nazistas; como o de alguém que larga sua vida para cuidar de alguém doente.


  Para que haja uma relação entre duas pessoas num casamento, por exemplo, é necessário que se amem. E o amor invariavelmente vai gerar confiança, entrega... se não gerar, o outro sentirar-se não correspondido em seu amor; ou pior, o que não gera frutos provavelmente não Ama, simplesmente tem um sentimento de posse sobre a outra pessoa, e aí posso dizer com certeza


"que o Amor vive em comunhão com a Liberdade. No relacionamento amoroso ninguém impõe limites para o outro, mas a si próprio."


  Se há uma necessidade de "fiscalizar" a todo momento os passos do cônjuge, esta falta de confiança mina as estruturas básicas do relacionamento. Não vale a pena este desgaste; o relacionamento é uma piscina onde você deve mergulhar de cabeça sem medo, pois que o parceiro atestou ter profundidade suficiente.


  Se não for assim, o relacionamento corre perigo de acabar, pois que ele é capenga de seus dois fundamentos: Amor e Liberdade.