sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ 2012!

Uma grande mensagem que eu poderia deixar para todos nós no último dia de 2011 - e que não seria grande se não fosse o melhor que eu poderia fazer:

As experiências que tive em 2011, bem como dos anos anteriores se juntaram para definir a pessoa que sou hoje; se eu quiser saber se o ano foi bom, olharei para mim mesmo, resultado desta equação. E melhor, posso analisar-me a fim de projetar o eu que quero ser daqui a um ano!

Um bom ano novo! Beijo no coração de todos que se dispõem a ler esta minha humilde coluna de frequência publicativa mensurável pela teoria do caos...

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SANTA CEIA DO SENHOR - Me lancem à fogueira!



Não quero me prolongar...

Não vejo nada de especial nos elementos "pão" e "vinho" na ceia cristã, de qualquer vertente que seja. Nada há de diferente para mim, e sinceramente, não deveria haver para ninguém!

Os cristãos poderiam se ligar na simbologia, no ato.

O corpo é "simbolizado" pelo pão. O corpo de Cristo é a igreja, que faz a vontade do Pai na Terra. O sangue é o Seu sacrifício, que mostrou ao mundo que Ele abria uma nova oportunidade de acesso ao Pai; chega de comprar animais no templo, chega de rituais de purificação. Jesus foi à morte por AMOR, e por AMOR seus discípulos dariam sua vida uns pelos outros, e pelos que não conheciam a pregação de Jesus.

Levando a simbologia às últimas consequências, celebro a memória do Salvador quando, em COMUNHÃO, sento com meus comparsas num boteco, brindo com cerveja e como batata-frita, celebrando A PAZ, O AMOR, A AMIZADE, O COMPANHEIRISMO, A ALEGRIA. Em cada mesa de boteco Deus se faz presente, dá Sua benção e participa da festa, porque sabe que SOMOS PÓ e HUMANOS, DEMASIADAMENTE HUMANOS, bem como seu filho Jesus.

"Uma Bohemia, garçom!"

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

MEU AMOR À MÚSICA

Silvery Lady

É um caminho sem volta
a cada dia que passa mais me apaixono pela arte,
mais sinto que ela pulsa meu coração,
e flui pelas minhas veias;
inunda meus pensamentos,
e me move em todos os sentidos!
É inegável que de tão boa dor
minha alma se enamore;
a arte dos sons me deixa surdo
para o clamor da estupidez de não ouvir.

domingo, 18 de dezembro de 2011

MEU AMOR À BELÉM

Ver-O-Peso, Belém, Pará


Meu Pará lindo! Minha terra que parece minha, 
Corre em minhas veias meu sangue de doce açaí, 
Embora mamãe Sampa tenha me criado;
Mais um pouco longe me manterei de ti!


Mas eis que um dia volto
Para me jogar em tua terra morena
E me fartar de teu tucupi!
Porquê minha alma me impulsiona
A nunca te deixar!


Te amo, minha linda Belém,
Cuide de meus amados por mim!
Que quando tua face minha sola tocar,
Infinitos os dias vão se tornar!


- Kalil Bentes


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MÚSICOS E RESPONSABILIDADE

Durante esta manhã, pensando sobre o marasmo musical em que vivemos com estes "artistas" e bandas em eclosão no Brasil, pensei na responsabilidade que alguns artistas do passado poderiam exercer sobre a moçada de hoje. Caras como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, poderiam talvez usar de franqueza para denunciar esta falta de paixão e amor que impera no meio musical de hoje, mas preferem ficar acomodados em seus cantinhos à fazer algo para ajudar este povo brasileiro acostumado a comprar qualquer porcaria que lhe seja oferecida nos supermercados, na TV ou na indústria fonográfica.

Gostaria que Elis Regina estivesse viva; talvez ela hoje tivesse gana, força, raça, garra, mais ou menos como sua interpretação de "Maria, Maria" de Milton Nascimento para expor esta fome por dinheiro dos produtores, pasteurizando os "grupelhos" e "cantores" que lotam as rádios e baladas. Gostaria que Renato Russo estivesse vivo, ou a Cássia Eller e Cazuza; eles bem poderia fazer diferente destes outrora porta-vozes da mudança e da juventude que hoje se limitam a ser

"AQUELE GAROTO QUE IA MUDAR O MUNDO 
 E QUE AGORA ASSISTE À TUDO 
 DE CIMA DO MURO!"

domingo, 11 de dezembro de 2011

RELIGIÃO X ESPIRITUALIDADE

"Qualquer doutrina religiosa, ao meu ver, que exista para reinvindicar para si o status de ORTODOXA e não para servir à Deus servindo ao homem, é PROFANA!"

- Kalil Bentes

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SOBRE ORQUÍDEAS

Orquídeas Olho-de-Boneca

Quando as orquídeas murcham,
E já não mostram o esplendor lendário,
É porque perderam sua razão de ser;
Sua existência emblemática  é trocada
Pelo orvalho de suas pétalas,
Que agora escorrem no rosto.

domingo, 27 de novembro de 2011

VENENO MUSICAL: ALERTA DE CONTAMINAÇÃO AO BRASIL



Procurar um especialista é sempre bom. Médico para a saúde, advogado para problemas jurídicos... Mas o Brasil não consulta MÚSICOS sobre MÚSICA!
A questão não é gostar ou não de um determinado estilo musical e sim separar o BOM e o RUIM em qualquer estio. Este é o papel do músico/educador nas escolas.
O povo não entende que consumir qualquer coisa que aparece nas mídias é tão ruim quanto ingerir gorduras trans. As pessoas têm suas inteligências agredidas e não se importam com isso.
Stálin certa vez arrancou as penas de um frango vivo; após se contorcer de dor foi comer migalhas de pão nas mãos de Stálin, que com isso ensinou seus generais que com as pessoas também era assim.
Queremos isso? Nos maltratam, lucram HORRORES com nossa displicência e deixamos contanto que possamos cantar um refrãozinho meloso em nossas festas?
Reeducação nunca é fácil: desde parar de fumar, começar a comer direito e ouvir seletivamente música. Os benefícios para a mente, corpo, sociedade, meio-ambiente, são inúmeros em efeito cascata!
Tá na hora. Vamos começar. Aos poucos chegaremos lá.

Chega de jogar no lixo nossa cultura; a cultura é tudo o que somos e tudo o que temos.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CRÔNICA DO CÁRCERE - A FUGA DA ALMA



Escrito por um prisioneiro anônimo.

É uma vontade de chorar, um aperto no peito, como se tudo em minha volta não fizesse mais sentido
Uma tristeza que não passa, uma saudade que não perdoa, rasga a alma e a faz sangrar.

Um pingo de lucidez que busco respirar parace tão distante daqui
Onde a luz faz força e chega em teimosa insistência temendo se dissipar.

Que lugar é esse onde jamais estive? Este lugar em que sinto saudades o que não conheço,
E de tudo aquilo que deixei para trás?

Temo ser minha alma este lugar, tão difícil de escapar e cheio de feridas.

Não ouço minha voz; é agoniante não ter força para gritar, sentir os olhos doerem poor não ter mais lágrimas para lavar o meu colo
Puxo meus cabelos, me faço cafuné, tento de todas as formas que conheço me afagar, me confortar.

Vejo ao longe meus companheiros, com seus sorrisos, suas realizações,
Desejo sair e ter com eles. se eu tentar gritar novamente alguém vai ouvir?
Meu gemidos expressam dores inimagináveis, pois meu cotidiano é fazer meu povo sorrir.

Mas de onde vem isso tudo mesmo? Sofro por coisas que já nem lembro!
Fui condenado à esta prisão há tanto tempo que perdi-me entre meus lamentos!
Sempre forte, sempre capaz, fui incapaz de escapar à esta prisão; meu cárcere até parece voluntário!

O que me foi tirado? O que me faltou? me roubaram? Me privaram do quê?
Da amizade desinteressada de alguns poucos que vinham me visitar quando enfermo;
A linda mulher que fazia feliz a minha alma com seus beijos, abraços, olhares...;
Ou os sonhos que deixei no limbo?

Já faz tanto tempo, que eu já nem sei quem sou... já não sei se meu filho ainda se lembra de meu rosto...

Eu vou procurar sair daqui... já não aguento mais! Sairei desta cela rasgado pelo esforço, ou carregado, morto asfixiado.
Mas aqui não ficarei... já chega! Paguei o que tinha que pagar!

Abra a porta! Quebrarei o cadeado! Me solte, você não tem esse direito!

Eu vou sair, e quando lá fora estiver, te mandarei uma carta meu companheiro! Espero te ver em breve,

Quando nós estivermos

Livres!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

A NOITE CHEGA; LOGO, OUTRO DIA


Sabes por quê?
Porque de tanto amar o amor se tornou dor
E desvinculou-se do que a razão já havia se acostumado.

Sabes mais o quê?
Uma força que não me fazia me jogar aos pés,
Simplesmente me jogava aos pés.

Além de que
Aquele belo e doce sorriso
Havia se tornado em tristeza amarelada.

Enquanto que
Os cadeados fossem mantidos abertos,
Buscava-se nisso fomentar a confiança e a paz.

A Paz!
Aquela que ataca quando recostamos a cabeça no colo
E faz com que o mundo acabe nas batidas do coração.

Sei bem que
Amar tem a ver com sofrer, e sofrer com vida;
Abro os olhos e inspiro: continuo a viver;
Expiro: viverei enquanto sofrer de amor.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

SOBRE O AMOR E A LIBERDADE



  As vezes há muita confusão para que se entendam bem certas coisas; nós ás vezes interpretamos mal as palavras dos outros por não sabermos entender certos termos. Quando não entendemos o significado de uma palavra no meio de um discurso ao final passaremos à margem do que outra pessoa quis nos passar.

  Duas palavras para mim são de suma importância, então vou significá-las, e quando eu citá-las conversando ou escrevendo neste blog ou em outro lugar você poderá saber do que falo.

LIBERDADE

  Ser livre é fazer o que se tem vontade, é seguir seus impulsos, seus desejos. Ser livre é poder pegar idéias de várias fontes ou de uma só... é ir aonde se quer para fazer o que quiser.
  Mas para ser de fato Liberdade precisa abarcar necessariamente a Responsabilidade; a responsabilidade faz com que nós usemos nossa liberdade para por limites em nela mesma. Posso dizer que


a verdadeira Liberdade não está em poder dizer "sim", mas em conseguir dizer "não".

E posso dizer que se houver alguém que diz ser livre mas não usa a responsabilidade, esse alguém não é livre, é libertino. Libertino não é Livre porquê não é Responsável.

AMOR


  O amor eu creio não ser apenas um sentimento. Na verdade, quando sentimos akela coisa gostosa por outra pessoa e dizemos que a amamos, acho que isso não é amor; deve ser paixão, bem querer, cuidado, carinho... mas posso usar a palavra amor (em grego phileo ou eros) para definir. Mas quando eu falo de Amor falo de algo muito sublime!


  Entendo o Amor (do grego Agapao) por uma atitude de ir em direção ao outro, de atender às suas necessidades, cuidar dele como se fosse você mesmo, de preferir o outro à si. Este Amor  é aquele que sustenta uma relação matrimonial após ter havido aquela paixão inicial; é o que faz um amigo numa situação extrema dar a sua vida pela do amigo que tem família e filhos como aconteceu tantas vezes nos campos de concentração nazistas; como o de alguém que larga sua vida para cuidar de alguém doente.


  Para que haja uma relação entre duas pessoas num casamento, por exemplo, é necessário que se amem. E o amor invariavelmente vai gerar confiança, entrega... se não gerar, o outro sentirar-se não correspondido em seu amor; ou pior, o que não gera frutos provavelmente não Ama, simplesmente tem um sentimento de posse sobre a outra pessoa, e aí posso dizer com certeza


"que o Amor vive em comunhão com a Liberdade. No relacionamento amoroso ninguém impõe limites para o outro, mas a si próprio."


  Se há uma necessidade de "fiscalizar" a todo momento os passos do cônjuge, esta falta de confiança mina as estruturas básicas do relacionamento. Não vale a pena este desgaste; o relacionamento é uma piscina onde você deve mergulhar de cabeça sem medo, pois que o parceiro atestou ter profundidade suficiente.


  Se não for assim, o relacionamento corre perigo de acabar, pois que ele é capenga de seus dois fundamentos: Amor e Liberdade.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cidades confirmadas para o #DiadoBasta dia 12 de Outubro de 2011

copiado de http://diadobasta.blogspot.com/2011/10/cidades-confirmadas-para-o-diadobasta_07.html


QUEREMOS UM BASTA NA ALIENAÇÃO, EDUCAÇÃO JÁ!
QUEREMOS UM BASTA NA CORRUPÇÃO!

*Nós não vamos mais parar até conseguirmos o que queremos!


Dia do basta 1 e 2 foi Pela educação e Contra a corrupção. 7 de setembro unimos forças em todo o Brasil com diversas marchas que nos acompanharam CONTRA A CORRUPÇÃO, foram milhares de pessoas pelo Brasil!


AGORA VAMOS NOVAMENTE PELA EDUCAÇÃO E CONTRA A CORRUPÇÃO Unidos somos muito mais fortes, tragam faixas, cartazes e o que vocês puderem.


Dia Nacional Pela Educação e Contra a Corrupção


Bandeiras do dia 12 de outubro :

- Corrupção - Crime Hediondo
- Voto Aberto no Congresso
- PELA CONSTITUCIONALIDADE DA FICHA LIMPA
- 10% do PIB para Educação

Chega, nós queremos dar um BASTA na corrupção! Queremos que corrupção tenha pena máxima no país e pra isso precisamos que vire Crime Hediondo.

Chega, nós queremos dar um BASTAS em quem não nos representa! Políticos precisam mostrar a cara para o povo saber se estão nos representando. Por isso exigimos o VOTO ABERTO NO CONGRESSO.

Chega, vamos dar um Basta na política governamental de alienação do povo brasileiro. Queremos educação de qualidade para todos, por isso 10% DO PIB PARA EDUCAÇÃO.



Reivindicações que também levantaremos :

- Revogação do Aumento Abusivo Salarial de 61,7% dos Parlamentares
- FORA SARNEY
- MALUF PARA FORA DO BRASIL
- Mensaleiros na Cadeia
- Veta, Dilma (o código da motossera)




- Cidades confirmadas até o momento -
São Paulo (SP) >>> Av. Paulista / MASP - 14h.

Rio de Janeiro >>> Praia de Copacabana, concentração as 13:00 no posto 4 , com saída as 14h . Destino ao posto 2

Florianópolis (SC) >>> Trapiche Beira-Mar - 10h

Jaraguá do Sul (SC), na Praça Ângelo Piazera -14h

Curitiba >>> santos andradea em frente a escadaria da ufpr - 14h

Fortaleza >>> Sairemos da Praça da Imprensa (Av. desembargador Moreira esq. com Antônio Sales) rumo ao Parque do Cocó. - 14h.

Belo Horizonte (MG) >>> Praça da Liberdade - 14h.

Campo Mourao (PR) - Praca Central as 14 hrs (junto a marcha dos palhaços)

Recife >>> Pracinha de Boa Viagem / Av. Boa Viagem - 14h.

Salvador BA >>> Concentraçao no Cristo da Barra e as 14h segue para o Palácio do Governador

Vila Velha (ES) >>> praia da costa. as 12h

São José dos Campos (SP)>>> -vicentino aranha - 16h

Manaus (AM) >>> centro, frente ao colégio Dom Pedro e vamos até o palácio da justiça
- 14 horas

Brasília (DF) >>> Museu Nacional - 10h.

Brusque (SC) >>> Praça Barão de Schneeburg - 9h.



OBS : AS CIDADES NÃO ESPECIFICADAS (maioria) CONCENTRAÇÃO A PARTIR DAS 14H. COMO ESTÁ MARCADO, NÃO CONFUNDAM COM SAÍDA.



#Diadobasta - #10porcentodoPIB

@diadobasta

http://www.facebook.com/diadobasta

www.diadobasta.blogspot.com

Evento no facebook : http://www.facebook.com/event.php?eid=245444638826004


EVENTO PARCEIRO :

- UNIDOS CONTRA A CORRUPÇÃO -

porque UNIDOS SOMOS + FORTES!

http://www.facebook.com/event.php?eid=262322780456905

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

A METÁFORA DO CARTEADO



Eu não gostava muito de metáforas, sempre achei que eram comparações entre duas coisas que não tinham nada a ver, e que serviam apenas para deixar as pessoas com cara de resignação. Eu ouvia muitas, como a da águia, que depois de um tempo de vida, se quiser sobreviver deve se isolar e decepar seu velho bico até que nasça um novo e afiado, útil para a caça. Quantas vezes vi as pessoas ficarem pensativas ao ouvir esta estoriazinha...
Pois é, eu não gostava até ontem, dia 5 de outubro de 2011, quando encontrei sem querer uma bela metáfora jogando Paciência, um jogo de cartas também conhecido por Solitaire (todo possuidor de uma versão do Windows já jogou, principalmente no escritório...).
Estava jogando com aposta de $52,00 (dinheiro fictício, hehehe!), onde virava-se uma carta de cada vez, sem chance de pegar as cartas passadas no monte novamente – padrão Vegas. Perdia muito, pois estava me faltando atenção e, curiosamente, paciência(!). Notei que estes meus erros fundamentais não eram a única causa das minhas sucessivas derrotas, e sim minhas escolhas. Por vezes perdi em lances deste tipo: havia um 6 vermelho no monte e abaixo duas pilhas com um 7 preto cada; teria que escolher uma das pilhas de cartas para colocar o 6 vermelho, e no decorrer do jogo, ficava com as cartas “trancadas”, sem ter para onde ir. Tenho quase absoluta certeza de que se a tivesse colocado na outra pilha, teria aberto meu jogo e “batido”!
Enquanto isto tudo ocorria, comecei meu diálogo com “O Homem no Espelho”; pensei que durante a vida, às vezes não “batemos” porque escolhemos errado. Mas, assim como no jogo, não sabemos muitas vezes das implicações das escolhas, só sabemos que temos que escolher! E, quando batemos, muitas vezes é porque escolhemos certo sem saber!
Então, vivemos uma randomicidade (eca! Me superei...) onde o sucesso depende de fatores como esforço, talento, indicação e CAGADA PURA! E, o pior, a CAGADA INVERSA, onde um cidadão pode ser talentoso, simpático, ter boas indicações e se esforçar, mas num determinado dia escolher não tomar café, e isso ser determinante para que um bom projeto seu não decole! É mole? E essas situações se desdobram em numerosas outras possibilidades...
Mas, será que estou sendo pessimista? Realista? Não, otimista não! Admito que a vida sempre nos reserva boas surpresas através de nossas escolhas – já pensaram se Steve Jobs (R.I.P.) tivesse a chance de passar tardes conversando com Sócrates? Talvez o mundo não tivesse um mouse, somente comandos de teclado! – mas devo levar minha metáfora adiante:

“SE VOCÊ APOSTAR E AS CARTAS NÃO SORRIREM PARA VOCÊ, SEMPRE HAVERÁ A POSSIBLIDADE DE EMBARALHÁ-LAS E COMEÇAR UMA NOVA 'MÃO'.”

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ANDANDO PELA RUA...

... aprendi uma boa lição:

''Quando os objetos estão
fora de foco ficamos sujeitos
às ilusões de ótica - parece
que é mas não é.''

Uma boa metáfora, de fácil aplicação.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SEXO ENTRE PARES: O HOMEM ROMÂNTICO E A ERA DAS RELAÇÕES IGUALITÁRIAS

publicado por Paulo Brabo em A BACIA DAS ALMAS em http://www.baciadasalmas.com/2011/sexo-entre-pares-o-homem-romantico-e-a-era-das-relacoes-igualitarias/




Embora queiramos por vezes encontrá-lo ou enxertá-lo em épocas a que não pertence, o homem romântico é invenção relativamente recente e demorou séculos para ser aprimorado, tendo se fixado na forma como o conhecemos hoje a coisa de duzentos anos. Talvez seu primeiro inventor tenha sido de fato o apóstolo Paulo, quando sonhou há dois mil anos um homem que, embora permanecesse sendo cabeça da esposa (isto é, sem ter sua masculinidade ou sua primazia ameaçadas), teria sua relação com sua mulher caracterizada por amá-la ao ponto de entregar-se por ela. Nesse “entregar-se”, como foi se desdobrando culturalmente através dos milênios, está encapsulado todo o ideal romântico.
A manifestação mais antiga na cultura cristã da corrente que desembocaria no homem romântico parece ter sido a veneração de Maria, devoção que já era uma realidade potentíssima no quarto século da cristandade. Com o avançar dos séculos essa devoção idealizada ao feminino na pessoa da mãe de Deus foi transfigurada e glorificada na figura dos cavaleiros (sempre cristãos), os legítimos proto-românticos e campeões da ideologia do amor cortês – com sua ênfase na bravura, na gentileza e na proteção da mulher.
Isso não quer dizer que os ideais do amor cortês fossem universalmente colocados em prática, ou que o mundo estivesse se tornando imediatamente mais seguro ou mais justo para as mulheres1. No período medieval e no início da era Moderna a mulher era idealizada por um lado, como ícone de pureza em Maria, e demonizada por outro, como emblema de perfídia nas feiticeiras. A mulher genérica e pura (a Virgem Maria) era venerada; a mulher do dia a dia, específica e impura, era com frequência vilipendiada, segregada e usada como bode expiatório.

Porém a figura do homem romântico atravessou as chamas indignas da Inquisição e sobreviveu ao apagar da cultura dos cavaleiros. Com o avançar da era moderna a demonização da mulher foi cedendo espaço à noção de que não há objetivo mais nobre para um homem do que amar e dedicar-se à sua mulher – mesmo que fosse ainda uma mulher idealizada, símbolo admirável de pureza mas sempre carecendo de proteção e de condução. A imagem da mulher, que parecia destinada a residir em extremos, deixou de ser a de um demônio e passou a ser a de uma flor.
Ao longo do século XIX o homem romântico e sua consorte, a mulher apaixonada, conquistaram lastro cultural suficiente para produzir uma imensa guinada na visão ocidental do casamento. Foi mais ou menos nessa época que a massa da sociedade decidiu que havia algo de intrinsecamente inaceitável nos casamentos arranjados. Os poetas criticavam a ideia fazia séculos, mas foram necessários esses séculos de transição para a sociedade aprender a sentenciar que o casamento “por amor” devia ser considerado norma cabível e ideal para todos, em todas as camadas sociais. O romantismo ganhara o coração popular. Como tudo na relação do casal deveria ser guiado pelo amor, e sendo que a voz da mulher era agora ouvida com cada vez maior seriedade (nesse período as mulheres lutaram e ganharam o direito a voto, e continuaram a lutar por direitos iguais em outras frentes), o casamento socialmente sancionado passou a ser aquele realizado por consentimento mútuo.
E em meados do século XX, precisamente no momento em que seu ideal havia conquistado uma indisputada supremacia no imaginário ocidental (e isso em grande parte graças à pregação de Hollywood), o homem romântico deixou de ser necessário, tendo sido tornado obsoleto pela revolução que veio a seguir. Pois nas décadas de 1960 e 1970 um novo paradigma passou a injetar-se implacavelmente nas veias da cultura e da sociedade, inaugurando a partir do selo “paz e amor” o que viria a se tornar a era das relações igualitárias.
Sexo entre pares
Nesse mundo novo a mulher encontrava (pelo menos em teoria) a plena paridade com o homem, passando a ser vista como agente tão livre quanto ele e detentora dos mesmos direitos. Essa igualdade passou imediatamente a refletir-se e a ser universalmente celebrada em todas as áreas: no modo como as mulheres se vestiam, no modo como ocupavam o espaço de trabalho, no modo como exerciam sua iniciativa e sua sexualidade dentro do casamento e fora dele. A mulher deixava de ser uma flor infantilizada e frágil que exigia condescendência e proteção paternalista, e passava a ser uma pessoa que merecia dos direitos de pessoa. A própria lei passou a ajustar-se de modo a incorporar essas novas concepções.

Os anos que gestaram essa nova mentalidade são às vezes chamados de Revolução Sexual, ou pelo menos costuma-se considerar que as duas coisas nasceram juntas. Essa porém foi uma revolução sexual no sentido de revolução na dinâmica entre os sexos muito antes e muito mais do que uma revolução de sexo livre. Não foi o sexo descompromissado e sem barreiras que ensinou ao homem a noção da igualdade entre os sexos, mas o contrário: a noção da igualdade estrita entre os sexos é que patrocinou o relaxamento mais ou menos universal dos escrúpulos sexuais que vigoravam anteriormente.
Durante séculos as legislações sexuais haviam existido primariamente para delimitar, conter e normatizar o uso do sexo como ritual de dominação. Num mundo de iguais, foram tomadas imediatamente por obsoletas.
Dito de outro modo, as correntes socioculturais que impulsionaram os anos 60 e 70 mudaram para sempre o modo como as pessoas enxergam a dinâmica do sexo e da sexualidade. Pela primeira vez na história o sexo deixou de ser visto como ilustração de uma relação de dominação, e passou a ser tido como testemunho inequívoco (e por vezes socialmente esperado) de uma postura de paridade e interesse mútuo. Ainda estamos aprendendo a ponderar o peso dessa reviravolta.
Aqueles anos inauguraram a postura geral que herdamos hoje: a de que o sexo mais casual é legítimo, desde que não seja ato constrangedor (isto é, não represente uma relação de dominação) para qualquer um dos participantes. Na verdade, o sexo forçado é praticamente a única expressão sexual que consideramos unanimemente ilegítima, e isso porque a presente cultura não admite (como permitia-se e até se incentivava antes) que o sexo tenha qualquer conotação de relação de poder. Da mesma forma e com a mesma intenção com que se decidira que igreja e estado devem viver em esferas independentes, promulgamos como necessária e irrevogável a separação entre poder e sexo.
No tempo do homem romântico era considerado inconcebível o casamento sem amor, mas as disparidades internas de poder na relação eram toleradas e às vezes desejadas. No nosso tempo é concebível sexo sem amor, mas em hipótese alguma o sexo sem respeito, o sexo sem correspondência – mesmo que seja a mais tênue e temporária das correspondências. O efeito mais duradouro e mais prenhe de consequências da revolução sexual foi esse: o de despir para sempre a relação sexual de seu estigma de ilustração de desigualdade. Para nós, quer sejamos libertinos ou conservadores, o sexo é agora (ou deve ser) invariavelmente o testemunho oposto: o de paridade e de interesse mútuo.
Num mundo de mudança acelerada como o nosso pode ser fácil esquecer o quanto é recente essa mudança de paradigma em relação aos sexos e ao sexo; num mundo que tem tão rapidamente se adequado a ela, pode ser fácil esquecer o quanto essa mudança é radical em vista do que prevaleceu por milênios antes dela.

O ser humano comum acompanha essas reviravoltas com parcelas iguais de interesse e de deleite, considerando-as em grande parte justas e naturais, e procurando a seu modo a ajustar-se aos ritmos e necessidades gerados pela nova mentalidade. O sistema anterior, que pressupunha um desequilíbrio perpétuo dos pratos da balança, é que lhe parece agora inaceitável e incompreensível2. Porém para aqueles de nós obcecados com questões de sexo e de moral sexual – leia-se: para os cristãos religiosos – a nova mentalidade parece representar a mais satânica das ofensas. Em especial, interpreta-se que a nova ordem constitua uma ameaça formidável às instituições gêmeas que crê-se representar o que há de mais duradouro e sacrossanto na tradição cristã e no projeto divino: o casamento e a família.
A grande controvérsia, no que diz respeito aos católicos, está centrada nas questões do celibato e da contracepção. Para evangélicos e protestantes, que endossam na prática (quando não na teoria) a legitimidade do sexo não-reprodutivo dentro do casamento, a era das relações igualitárias (e a postura vigente a respeito do sexo) representa uma ameaça em outras duas frentes: na aprovação tácita de sexo descompromissado e nos crescentes desafios à heteronormatividade.
Enquanto a nova mentalidade toma por legítima qualquer relação sexual que não ilustre uma relação de poder, a tradição cristã e a leitura tradicional do Novo Testamento não encontram brecha para qualquer relação sexual lícita fora do casamento (como vimos, uma corrente influente da tradição cristã não vê o sexo como legítimo mesmo dentro do casamento.). Partindo dessa disposição, interpretamos o presente relaxamento da sociedade com relação ao sexo como sendo sinal inequívoco da universal apostasia, a gargalhada final da Grande Prostituta.
A primeira grande curiosidade a respeito disso é que a ascensão das relações igualitárias pode ser vista como a vitória histórica e final de princípios de igualdade que são originalmente cristãos – e essa é uma ironia que deve ser devidamente saboreada. Pense o que quiser, a atmosfera cultural que respiramos é a materialização na vida real de um sonho que quando foi proferido representava um contrassenso e um desvario: o mundo, profetizado por Paulo, onde não há nem escravo nem livre, nem grego nem judeu, nem homem nem mulher. Numa palavra, um mundo de relações igualitárias. O mais idealista dos cristãos de dois mil anos de tradição cristã não ousaria sonhar uma realidade terrena em que essa imprevidência se concretizasse ou conquistasse verdadeiro espaço no imaginário coletivo, e é isso o que (aos trancos e barrancos, e acompanhado da devida torrente de contradições pertinentes à condição humana) tem acontecido. No mínimo, é este o mundo com o qual aprendemos a sonhar.

A segunda curiosidade é que a nova mentalidade representa a seu modo uma apropriação secular da noção cristã da supremacia do amor.
Estamos prontos a ficar chocados quando a sociedade tolera o sexo sem compromisso, mas nisso nos recusamos a enxergar o outro lado da moeda – que na nova norma a sociedade deixou de tolerar o que a igreja tolerou por séculos: sexo sem correspondência e sem mutualidade. Os mais promíscuos dentre nós intuem hoje, de modo natural, o que o Novo Testamento propunha subversivamente há dois mil anos: que só a igualdade, a plena horizontalidade, é plataforma sobre a qual se constrói legitimamente o amor. Esses caras galinhas que você condena podem não estar prontos para amar, mas saberão testemunhar que, se for para nascer, o verdadeiro amor nascerá a partir da mutualidade: “você é aceitável para mim e não me coloco acima de você”.
A seu modo, a nova mentalidade representa uma nova e improvável profissão social de fé, a de que igualdade e mutualidade devem preceder o amor. Não foi o sexo antes do casamento que a sociedade decidiu ser uma necessidade; foi a mutualidade como base de qualquer relação.
O Novo Testamento, que tem tão pouco a legislar sobre sexo e tanto a sonhar sobre fraternidade, promulga por todos os poros a importância da mutualidade. É na verdade muito provável que tenha sido a partir da herança de Jesus e dos desafios da graça que nossa cultura tenha esboçado seu projeto de imparcialidade universal.
A própria encarnação, isto é, a descida divina ao nível do ser humano de modo a poder olhá-lo nos olhos, não é mera demonstração de amor; é um hino à graça e portanto à paridade. Nem mesmo Deus ousou dizer que amava este mundo antes de estar aqui ralando conosco – e explicando ainda que todos aqui devem tratar-se com a mais escandalosa e estrita paridade. A encarnação é desse modo a manifestação mais formidável de um conceito evangélico que é reforçado de uma ponta a outra do Novo Testamento, o de que o amor legítimo é todo-inclusivo e portanto todo-horizontal: ao próximo como a si mesmo.

Não é justo, portanto, dizer simplesmente que a nova moralidade se satisfaz com a solução rasa do sexo sem amor; mais justo seria dizer que a nova mentalidade recusa-se a considerar possível ou desejável o amor que não parta de um princípio de paridade e de interesse mútuo. O sexo, que deixou de ser visto como ritual de dominação e passou a ser encarado como celebração de paridade, encontrou essa brecha para dobrar-se à supremacia do amor.
Aqui reside o contrassenso do ressentimento evangélico contra a noção do sexo “consensual”, a ideia socialmente aceita de que deve ser considerada em princípio legítima toda relação sexual, mesmo a mais distraída, que [1] for decidida e executada de comum acordo pelos participantes, [2] demonstrando desse modo não ser ilustração de uma relação de dominação.
Para os evangélicos o sexo consensual é testemunho do quanto a sociedade está perto de sancionar a mais completa promiscuidade; para a sociedade, ele é testemunho do quanto estamos levando a sério nossos esforços de separar sexo de poder.
O próprio casamento, se persiste no ocidente (e isso quer dentro quer fora da subcultura cristã), é inteiramente transfigurado: suas relações internas são na verdade o oposto do que era tido como norma anteriormente. O casamento é agora visto como uma relação entre agentes independentes, equivalentes e com direitos estritamente iguais. Tanto é assim que qualquer desequilíbrio nessa dinâmica interna pode ser tomado como motivo para invalidá-lo social ou juridicamente.
O paradoxo está em que a igreja, defensora autorizada da família, do casamento e do amor, tolerou por quase dois milênios o casamento (e portanto o sexo) não-consensual. Hoje em dia, devidamente instruído pela sociedade sobre o mérito evidente da consensualidade, não há cristão que discorde que o compromisso do casamento deve ser decidido livremente pelos cônjuges e somente por eles. Porém sexo consensual quer dizer sexo igualitário, e isso os cristãos absolutamente não conseguem consentir. A igreja mostra-se disposta a ser corrigida pela cultura apenas naquilo que não ameace as suas posições oficiais (e portanto o alcance de seu próprio poder sobre a sociedade), e nisso demonstra ser ainda mais culturalmente condicionada do que a sociedade que condena.

Hoje a grande parte dos evangélicos saberá reconhecer que Paulo mantinha-se culturalmente condicionado quando aprovava tacitamente a escravatura (“vocês, escravos, obedeçam em tudo aos seus mestres”) e quando sancionava a noção vigente do status inferior da mulher (“que as mulheres se calem nas assembleias e se mantenham em submissão, como afirma a própria Lei”, e “não permito à mulher ensinar e governar o homem”), mas uma parcela muito menor admitirá que ele estava culturalmente condicionado quando condenava a homossexualidade.
Porém, do mesmo modo que não tinha como vislumbrar uma sociedade sem escravos e uma sociedade que decidisse pela estrita igualdade da mulher, Paulo não tinha como antever a noção contemporânea de relação homossexual igualitária.
Como vimos, Paulo não conseguia conceber sexo que não fosse um exercício de defraudação, o emblema claro de uma relação de dominação, e portanto inerentemente vergonhoso para uma das partes. Ele achava que isso era particularmente verdadeiro no que diz respeito às relações homossexuais, e tinha muitos motivos culturais para pensar assim. A relação carnal entre homens adultos e meninos na antiga Grécia, por exemplo, tinha seu caráter legitimado justamente pela desigualdade de idade e de papéis entre os seus participantes. Quando o menino atingia a puberdade e o sexo passava a ser “entre iguais”, a relação era encerrada (ou perdia a aprovação social) porque cria-se que ela perdia o caráter didático (isto é, de dominação e submissão) e portanto a legitimidade.
Devidamente doutrinada pelas ideias subversivas do amor e da mutualidade, propostas pelo Novo Testamento e não inteiramente abafadas pela igreja, a sociedade defende hoje em dia a postura oposta. A relação homossexual contemporânea é tida como legítima precisamente porque é igualitária, isto é, porque não ilustra ou perpetua uma relação de dominação e poder3. Como está fundada na mutualidade, passamos a crer que não é inconcebível que acabe sendo atingida pelo amor.

A questão, portanto, não está em determinar se durante dois milênios de tradição cristã a conduta homossexual foi considerada lícita ou não; a questão está em reconhecer que foram os ideais cristãos do amor e da mutualidade que criaram um mundo em que só o amor entre iguais pudesse ser considerado legítimo.






SE AINDA CREIO...

... é porquê quando leio o Novo testamento encontro propostas de vida, conselhos, coisas que me levam a ser um cara bem desencanado, mas conciente da responsabilidade que tenho com o mundo em que vivo e com as pessoas. Consigo pescar lá o que vale a pena e o que não vale! Lá encontro inclusive coisas que se eu levar ao pé da letra com entendimento me levam a ser o subversivo que sou frente às igrejas,porém mais perto daqueles que nunca tiveram contato com uma espiritualidae; aliás, me aproximo até mesmo de outras espiritualidades!

Minha próxima publicação será do Paulo Brabo, e mostra que Jesus e suas propostas no Novo testamento não são castratórias, e sim libertárias, igualitárias e progressistas.

Leia acima o Paulo Brabo, da Bacia das Almas.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

NOVO?!?! AHAHAHAHA!!!



Taxativamente, é impossível criar algo novo. Tudo o que existe já existia antes. Uma célebre frase científica diz que "Nada se cria nada se perde, tudo se transforma".

Quando há uma nova idéia, uma nova música, uma nova moda, o que acontece sempre é que aquilo que antes existia aparece sob uma nova forma/roupagem.

Veja bem: se Hendrix causou aquele choque nos anos 60, tocando daquele jeito que ninguém havia ouvido antes, é porque ele usou a nova forma de um velho instrumento (o violão/classic guitar eletrificado é a guitarra/eletric guitar) e tocou de maneira peculiar este instrumento, mas muitos já haviam abordado seus instrumentos de uma forma livre, como Mozart, Paganini, Villa-Lobos. Se olharmos para um automóvel podemos ver um carro de bois moderno!

Eu arrisco dizer que "Inspiração é pegar emprestado de todos aqueles que te antecederam e numa síntese de velhas formas gerar o novo". Assim assumo que posso criar algo novo sem me preocupar se de fato ele será novo,  

porque pensar em criar o novo é de novo repetir o que não é novo revestido de novo!

O barroco é atual, o medieval é atual, até os clássicos gregos são atuais, basta que a gente encontre o lugar deles em nosso mundo.

Já pensou em fazer isso com a Bíblia? Que tal entrar na atualidade como o novo herege?

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SEM TÍTULO!

  Não há conteúdo. Não há nada especial. É verdade, nem sempre há o que falar. Admito que gostaria de ter o que falar, mas agora é melhor observar. Ouvir. Sacar. Outra hora escreverei algo bacana.

  Nada mais a declarar.

domingo, 7 de agosto de 2011

REFLEXÃO ENTRE AMIGOS - Um conto sobre a liberdade.



 Enquanto Martin andava feliz com a aquisição de seu novo All Star um grande amigo seu, Jaques, o observava raciocinando sobre aquilo. Na primeira oportunidade Jaques o interpelou:
- Brother, você se acha livre?",
- Sim responde encucado.
- Você acha que o teu All Star é bacana ou sabe que é?
- Onde queres chegar, brou?
- A questão é saber se você gosta deste tênis ou simplesmente foste compelido, obrigado a gostar dele por pessoas que você nem imagina. Quero saber se há realmente uma vontade tua nesta compra ou uma reação positiva aos estímulos da mídia!
- Então o papo cai na questão do livre-arbítrio... O que você me diz?
- Sei não, mas me parece que se encantar tanto assim por um produto revela que não só você mas a maioria das pessoas no mundo têm suas escolhas manipuladas por outras interessadas em vender um produto ou uma idéia com a finalidade de lucrar ou assegurar controle. Nações inteiras podem ser coagidas à um tipo de escravidão pela sugestão das propagandas: compre isso, tenha aquilo, isto é bom, aquilo é ruim... Lhes é roubada a capacidade de escolha, o livre-arbítrio, e alienadas não reclamam de sua condição verdadeira; se reclamam é para que lhes seja dado mais remédios para que seu estado de coma induzido não seja interrompido; em outras palavras, pedem mais daquilo que pensam ser real e essencial.
- É verdade chapa, tenho que concordar. Mas como saber quem é manipulado e quem não é?
- Não sei... sinceramente. Mas e você? Se acha manipulado?
- Creio que de certo modo sim. Nossos gostos são moldados desde a infância por nossos educadores, e durante a vida pelos interesses daqueles que você citou. Mas, você precisa admitir que ter consciência desta manipulação e aceitar várias destas sugestões é uma demonstração de soberania da vontade própria! Se eu compro um produto ou aceito uma idéia após fazer uma boa análise crítica comprovo que, se não sou livre da influência da mídia, luto muito bem contra suas determinações. Estar num presídio definitivamente não faz de mim um prisioneiro.
- Martin, com certeza você não está atrelado nem aos meus argumentos!
E os dois foram embora em direção à uma loja para que agora, sem pesos na consciência Jaques comprasse um All Star como o seu amigo...

Kalil Bentes

quarta-feira, 13 de julho de 2011

STEVIE RAY VAUGHAN


Hoje pela manhã resolvi mais uma vez assistir à um dos DVD's que tenho do S.R.V. . Puxa, nenhum outro guitarrista no mundo consegue mexer comigo quanto este texano! Tive momentos de desespero quando a câmera focalizava suas mãos no instrumento, porque eu conheço todas as notas que ele toca mas é no seu olhar que reconhecemos de onde elas brotam. Seu olhar sofrido, como se fosse a mãe Terra tendo suas ervas arrancadas para saciar a fome dos animais revela que seu vibrato, seus bends, timbre peculiar de guitarra e voz vêm do fundo de sua alma, alimentada por um espírito ávido pelos sons rasgando a atmosfera!
Toquei como há tempos não tocava. redescobri minha alma guitarrística. tenho a impressão de que quando perco o fio da meada o mestre S.R.V. me chama de volta à razão! Toquei junto á ele "Cold Shot" "Scuttle Buttin'" "Coudn't Stand the Weather" e outras. Redescobri como o wah-wah pode ser expressivo!

Meu Deus, por quê foste tão cedo, Stevie?!?! Não tive o prazer de te ver num boteco em Austin e te pagar uma birita; não pude vê-lo em ação num show... mas obrigado, meu caro. Obrigado pelo que fizeste pelo mundo, pela música, por mim.

Ah, aposto que você e o Jimi devem fazer a alegria da galera no céu com Jams intermináveis de "Voodoo Chile (Slight Return)". Guardem um amp para mim!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

MEDO DO NOVO





Já tinha ouvido falar algo a respeito, mas nunca pensara sobre o medo que sentimos do novo, da novidade. Sim, descobri que não só sinto medo da novidade como também de largar a segurança do estabelecido, como todo ser humano, e isso em vários aspectos.

Musicalmente posso exemplificar com a minha relação com os timbres de guitarra. Gosto do som "vintage", "quente", produzidos por guitarras de ponte fixaou trêmolo Strato; dos efeitos em pedais analógicos, amplificadores valvulados... Não gosto de nada digital que se intrometa entre a minha guitarra e o amplificador. Mas para não trair minha consciência preciso perguntar-me: por quê é tão ruim usar efeitos digitais muderrnus? Aliás, será que eu deveria usar "diferentes" ao invés de "ruins"? O mesmo raciocínio posso aplicar aos instrumentos modernos. Será mesmo que uma Fender pré-CBS tem um timbre tão mortal que eu deva perder meu sono enquanto tocar com uma Jackson anos 90?

Confesso que foi um parto lento deixar de ser católico para abraçar a fé evangélica brasileira, seguido de outro quando abandonei a militância religiosa.

Percebo um incômodo quando nossos padrões que foram estabelecidos à ferro e fogo em nossas mentes, e que nos geram segurança, bem-estar, e que são defendidos a golpes de marretadas biônicas são confrontados pelos de outras pessoas, que também têm suas "vacas sagradas" para defender.

É importante analisar sempre nossos temores, de onde vêm e do que nos guardam, pois se por um lado nos protegem do perigo, por outro pode ser uma corda esticada sobre o abismo que nos separe da realização, do "Super-Homem", do SER absoluto, do novo, do imensurável mundo de possibilidades que nos aguarda ao abrir os olhos - mas não sem machucar nossa retina com sua luz forte demais para um diafragma flácido acostumado à escuridão.

terça-feira, 19 de abril de 2011

ONDE DEUS NÃO ESTÁ - Por Paulo Brabo

Retirado de "A Bacia Das Almas" em http://www.baciadasalmas.com/2011/onde-deus-nao-esta/

Se me recordo bem daquela palestra que não cheguei a assistir, a pedagoga estava dizendo que há cinco impulsos ou motivações básicas que levam as pessoas a agir como agem, e que é tarefa do professor fornecer aos alunos ferramentas para que sejam capazes de trocar os impulsos mais baixos pelos mais elevados.

A motivação mais mesquinha é o medo da punição; acima dela está a esperança de receber uma recompensa; mais nobre do que essas duas é agir obedecendo a uma regra ou a uma lei; acima desta está o desejo de receber a aprovação de um notável ou do grupo; e o impulso mais nobre seria agir de determinado modo simplesmente porque é a coisa certa a se fazer.

Assim, com os impulsos mais mesquinhos embaixo e os mais elevados em cima:

[ 1 ] Porque é a coisa certa a se fazer
[ 2 ] Para receber aprovação
[ 3 ] Em obediência a uma regra
[ 4 ] Para receber uma recompensa
[ 5 ] Para evitar a punição

O desconcertante em se ver as coisas expressas dessa forma é entender que a maioria de nós não chega jamais a ultrapassar [2] e [3]; se formos sinceros, será preciso reconhecer que a maior parte do tempo transitamos entre [4] e [5].

Os mais beatos entre nós poderiam lembrar que há uma motivação ainda mais nobre do que simplesmente fazer a coisa certa, e essa seria fazer pura e simplesmente a vontade de Deus. Uma reflexão sincera, no entanto, bastará para demonstrar que esse fictício impulso de “fazer a vontade de Deus” está por demais contaminado pelos itens [2], [3], [4] e [5] para poder alegar qualquer genuína fidelidade ao item [1].

Os antigos mestres da humanidade deixaram muito bem explicado, cada um a seu modo, que não há verdadeiro mérito em agir impulsionado pelo intervalo entre [5] e [2]. A singularidade do Novo Testamento talvez esteja em anunciar que não há mérito sequer em [1], e que mesmo no impulso de fazer a coisa certa Deus pode não estar.

A boa nova é também uma nova terrível e devastadora, porque acaba deixando claro, pelo efeito cumulativo da sua revelação, que o único impulso que deve nos levar a agir é porque é precisamente dessa forma quequeremos agir. Debaixo do peso dessa liberdade e dessa autenticidade viveu e morreu Jesus; debaixo delas viveram e morreram Sócrates, São Francisco e todos os santos.

Fazer o que você quer fazer – aquilo que você absolutamente deseja e sonha e aprova e anseia e endossa e absolutamente não condena – é o único centro concebível para a vontade concebível de Deus.

quinta-feira, 24 de março de 2011

PAREI, MANO!

imagem por http://pedacosescritos.blogspot.com/2009/11/mudanca.html


Parei de querer ser santo. Pelo menos, parei de querer ser o santo na concepção geral. Peco prá cacete, e assumi a tarefa de assumir isso!

Parei de querer o instrumentista mais rápido do planeta: entendi as limitações do meu corpo, e entendi que tenho outros talentos!

Parei de tentar parecer intelectualizado. Embora eu tenha interesses em diversos campos do saber, sei que poucas coisas posso de fato fazer bem feito!

Parei de ser tão exigente. Sim, quero sempre ser mais maleável, mais compreensivo, a começar por este garoto que tentou se revestir de homem, e quando finalmente se tornou, descobre e se lambuza do sabor de ser um garoto para sempre!

Hoje, um amigo me disse que "...perfeição é uma palavra bonita para chato!". BINGO!!!

Não espero que alguma pessoa leia isto ou qualquer outra coisa que eu tenha escrito e tome uma atitude parecida - isto não é auto-ajuda, nem alto-ajuda!!! - , mas espero que eu mesmo entenda, a cada dia que passa,

QUE SOU HUMANO, DEMASIADAMENTE HUMANO!

Com isso, parei com esta besteira de me levar tanto à sério, e vou experimentar marcas mais baratas de cerveja, trocar o Immanuel Kant por Maurício de Sousa, escutarei mais Ted Nugent do que Villa-Lobos (isso eu já faço... hahahahaha!!!)...

Mudanças são necessárias, certamente dolorosas... mas já sobrevivemos ao maior dos traumas ao nascer, e poucos anos depois nem nos lembrávamos do acontecido!

Ai, lá vou eu assistir a trilogia Matrix pela 5a. vez!!!

quarta-feira, 9 de março de 2011

TAL'K-B'OX - How to build a talkbox

Quem já ouviu Peter Frampton, Slash ou Ritchie Sambora, dentre tantos, já ouviu aquele som vocal bacana de suas guitarras em riffs e solos (ouça “It’s My Life” e “Livin’ On a Prayer” de Bon Jovi, “Show Me The Way” de Frampton ou o solo pergunta-e-resposta entre Izzy Stradlin e Slash usando o Talkbox em “Anything Goes” do Guns n’ Roses). Este som é o TALKBOX. Aliás, o próprio Peter Frampton produziu em parceria com uma indústria sua linha de Talkboxes, chamados de “Framptone”.

Decidi montá-lo ao investigar como ele funciona e constatar que não é necessário ser PhD em Mecatrônica(!!!) para montar um: apenas bom senso, prática em soldagem e imaginação. Um Talkbox, basicamente, envia o som de seu instrumento para um auto-falante de médios (“driver de médios” ou “driver de corneta”), e dali, uma mangueira ou tubo transparente de PVC leva o som até sua boca, onde é modulado e capturado por um microfone que, em um show, é plugado no sistema de P.A. da casa.

Ao botar o projeto prá frente, notei que existem 2 maneiras de montar um talkbox: a primeira, usando seu próprio amplificador para enviar o som de sua guitarra para o driver de médios, ou usando um segundo amplificador unicamente dedicado à fazer funcionar o troço. Preferi fazer da primeira maneira, e a explicarei aqui.

MATERIAL UTILIZADO:

- 2 plugues J-10 Stereo;
- 1 jack J-10 Stereo aberto;
- 1 jack J-10 Stereo fechado;
- 4 mts. de um cabo Stereo;
- 1 chave SPDT ou DPDT;
- 1 mangueira ou tubo de PVC de 3mts.;
- 1 driver de médios (de som automotivo, manja???);
- no meu caso, abriguei o troço numa lata de Neston (poutakéoparéooo!)!!!

A primeira coisa foi inserir o jack J10 stereo fechado no amplificador. Eu faria um furo no gabinete, na parte traseira de meu ampli se eu não tivesse achado um furo vazio em sua carcaça, que a fábrica usaria em outro modelo de ampli! Mas se não quiser furar, deixe ele pendurado! O fio negativo deve ser soldado no Sleeve (S – terra) do jack, e daí ser soldado no negativo do auto-falante. O positivo deve ser soldado no Tip1 (T – ponta) e o T2 deve ser soldado no Ring (R), e daí seguir para o auto-falante; com esta ligação, ao inserirmos o plugue que irá para o talkbox o som do auto-falante será cortado, retornando somente ao acionarmos a chave no efeito. Aí é só fixar ou deixar pendurado, como preferir! A questão é puramente estética!

Feito isso, fiz 3 furos na lata: um em cima, para a chave; um no corpo para a saída do tubo, e outro do corpo em oposição ao do tubo, para o jack. O conector S do jack da lata ligue no lado negativo do driver; o T ligue no meio da chave (pole), com um lado (throw A) indo para o driver e o outro (throw B) retornando para o auto-falante pelo R do jack. Insira o driver na lata, conecte o tubo no driver (sem deixar saídas de ar – VEDE BEM!) e feche a lata.

Após isso tudo, será preciso confeccionar o cabo que ligará o talkbox ao auto-falante do amplificador com o cabo stereo e os dois plugues stereo; um dos fios levará o som ao talkbox, e o outro trará de volta ao auto-falante. Pronto, o TAL’K-B’OX® está terminado (reparou nas minhas iniciais?!?!?! Ashuahsuhasu!!!)! Preço Final: em torno de R$120,00. Interessantíssimo, por ser possível comprar aos poucos os “ingredientes do bolo”.

Ah, a segunda maneira, usando um segundo amplificador (de baixa potência) é mais simples: basta desconectar os fios do auto-falante e levá-los à chave, que neste caso, funcionará como um A/B Box, selecionando se o som de seu instrumento vai para um amplificador ou outro!

Se houverem dúvidas sobre este esquema ou como fazer da segunda maneira, críticas, sugestões, interesse em encomendar um ou compartilhamento de idéias, deixem aqui no blog!

KEEP ROCKIN’!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

QUAIS AS IMPLICAÇÕES?



Eu gosto de pensar, analisar as coisas, e me divirto muito com isso! Gosto de pensar no funcionamento dos pedais de efeito para guitarra, nas relações entre as pessoas, no que nós gostamos de fazer e por que fazemos... E pensar sobre algo que vai além do físico (metafísica) me aguça os sentidos! Espíritos, divindades, demônios, um arquiteto Universal, tudo isso é muito divertido!


Isso vem desde pequeno, mas acho que após eu ter aceitado a fé cristã tomou medidas exuberantes, tanto que eu “engolia” livros sobre religiosidade (cristã, of course!). Aprendi muito, inclusive sobre como não questionar muito...!


Mas foi legal ter encontrado uma galera que estava questionando dogmas que os cristãos carregavam desde a antiguidade (consciente ou inconscientemente), impregnando de filosofia grega os ensinos do bom Jesus de Nazaré. Mais legal ainda foi ter lido os escritos de Leonardo Boff sobre Espiritualidade. Aí a casa caiu!


Hoje, não tenho relação com igreja alguma. Não sou católico, evangélico, protestante, teólogo da Prosperidade (!) ou da Libertação (!!), mas posso numa boa entrar no templo de qualquer manifestação religiosa – ou melhor, manter-me afastado de todos!!! O caso é justamente uma coisa que eu achei que entendia perfeitamente há 7 anos atrás: a diferença entre Religiosidade e Espiritualidade.


Enquanto que uma religiosidade te trancafia em 6 paredes (3D, mano!) e pode ocasionalmente fomentar uma boa espiritualidade, a espiritualidade te joga numa queda livre em um cosmos de infinitas dimensões!


Veja bem: se somos budistas, protestantes reformados, hindus, teístas abertos, ou até mesmo ateus, mas temos a consciência de quem somos, dos nossos erros/acertos e de que temos responsabilidade com o universo que nos cerca – e ansiamos por agir de alguma forma! – , de fato estamos cultivando uma espiritualidade responsável e acima de tudo, saudável!


Li bastante a bíblia, especialmente o Novo Testamento. Infelizmente, ainda não pude aprender grego clássico para ler direto dos originais sem passar pela escolha de palavras de um tradutor (que pode ou não “puxar sardinha” para sua denominação – vide história entre a Bíblia de Genebra e bíblia King James), mas vejo hoje que, ao passar pelas páginas que narram os mais ou menos três aos de vida pública de Jesus, muitos detalhes me escaparam devido à minha sede de alicerçar aquilo que eu já sabia. Perdi de vista o Jesus amoroso e compassivo, que ensinava judeus cabeças-duras a amar e acolher com a mesma paciência que dEle recebiam, que tocava em mortos, mulheres menstruadas, contava histórias sobre boas pessoas de “tribos” rivais e más pessoas “em nosso quintal”. Ensinou o Pai-Nosso (ou Oração Dominical) não para ser recitado, mas como um guia de, não como deveríamos, e sim de como poderíamos falar com o Pai. Um Jesus que não temia a contaminação, mas que vencia a doença da exclusão com acolhimento, e que por isso talvez, fosse tão temido por demônios!


Para que eu exerça a minha espiritualidade, me sinto convidado a agir ais dentro da sugestão de Jesus, afinal, dentre tantos que eu poderia escolher como Norte, o escolhi. É esta basicamente a implicação de escolhê-lo. Também é fantástico notar que, segundo Jesus, os filhos de Deus são aqueles que fazem a vontade do Pai, e não simplesmente aqueles que o confessam com palavras e idas semanais (ou até diárias como acontecia comigo!!!) à um templo ou terreiro fazer seus ritos!


Desta forma, agradeço à Deus por ter tantos irmãos ateus, umbandistas, kardecistas, católicos, evangélicos, protestantes, judeus, hindus,satanistas, aimistas,...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

KB BOX - How to Build an AB Box!





Um A/B Box é basicamente uma caixa que divide o sinal do seu instrumento em dois. A sua eletrônica é simples, basta saber soldar e descascar fios e voilá!!!

Este montei numa lata de atum em conserva. Vale ressaltar que a fiação que usei nesta foto foi trocada por cabos de instrumentos, com 1 condutor e malha, o que melhorou a blindagem. E além de ter que lixar um pequeno ponto interno da lata para soldar o fio de aterramento/blindagem, tampei a lata com aquele papel alumínio grosso que vem em latas de Neston.

Uso meu KB Box para desviar o sinal dos pedais para meu afinador, assim minimizo a perda de sinal e não preciso em shows desconectar o cabo de minha guitarra, baixo ou violão para afinar em silêncio.

Ah, o nome é um trocadilho entre AB e minhas iniciais KB - Kalil Bentes (ÊÊÊÊÊÊÊÊ!!! PALMAS PARA MIIIIM!!!) :P

Abraços, e boas soldas! Em breve um Line Selector e o tão esperado TALK BOX!!!