quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

METRÔNOMO PARA CELULAR - Download

Uma coisa que nunca pôde faltar nas minhas horas de estudo e nas aulas que ministro é o metrônomo; é indispensável!!! Melhor do que ter um metrônomo em mãos é tê-lo instalado no celular para evitar ficar carregando trocentas coisas por aí. Neste link você pode baixar um bom metrônomo para seu celular; visite a página e veja qual melhor se adapta ao teu aparelho.

http://software.aziraphal.com/Metronome.php

Escrevam se houver algum problema com o link.

Grande abraço!

domingo, 24 de janeiro de 2010

O POUCO GOSPEL E O MUITO CRISTÃO - por Carlo Carrenho


Copiei este ótimo texto de Carlo Carrenho do site Cristianismo Hoje em http://cristianismohoje.com.br/ch/o-pouco-gospel-e-o-muito-cristao/ por ele expressar resumidamente muito daquilo que entendo por música gospel; começo aqui a esclarecer aos amigos e leitores porque "desencanei" de tocar gospel e só toco música desvinculada de rótulos religiosos. Afinal o que é secular? Será que as letras das músicas entoadas nas igrejas de hoje - católicas, evangélicas e cia. ltda. - não são até nocivas à uma espiritualidade responsável e sadia? Loading...


Só uma palavra define música gospel: mercado.



Não entendo música gospel. Pior, não gosto de música gospel. E não gosto porque ela simplesmente não faz sentido, não se explica. Trata-se do único “estilo” musical que independe do estilo musical. Já existe rock gospel, samba gospel, pagode gospel, sertanejo gospel e o escambau gospel. Mas o problema é que a tal música gospel não se define.


Música gospel não se define pela temática. Caso contrário, Gilberto Gil e Renato Russo teriam de ser rotulados de góspeis com suas canções Se eu quiser falar com Deus e Monte Castelo, respectivamente. A primeira é uma ode à oração e a segunda, uma adaptação de I Coríntios 13. Música gospel também não se define pela opção religiosa de seus intérpretes ou compositores. Fosse assim, a arte produzida por Johan Sebastian Bach e por uma certa banda de Dublin teria de ser chamada de gospel.


Música gospel não se define tampouco como música litúrgica. Afinal, faz tempo que ela deixou a igreja para invadir palcos, shows e rádios mundo afora. A música gospel do século 21 possui objetivos muito maiores do que a tradicional função de adoração, louvor e introspecção da música litúrgica – embora, claro, ainda possa eventualmente cumprir esta função.


Mas então, o que define a música gospel? Só consigo pensar em uma palavra: mercado. A definição musical de gospel é antes de tudo mercadológica. Música gospel é aquela feita por evangélicos para evangélicos, de crente para crente, delimitando assim uma área de atuação e ganhando força comercial por meio de uma rotulação excludente. Até aí, tudo bem; qual seria o problema? Bem, o problema é que este tipo de música apenas alimenta e faz crescer o muro que construímos em volta de nosso gueto cristão. Contrariando afrontosamente o chamado de Jesus em Mateus 5.13 – “Vós sois o sal da terra” –, estamos nos fechando cada vez mais em nosso gueto, em nosso mundinho gospel, limitando nosso relacionamento e vivência com o mundo, tanto com seu lado impuro quanto com seu lado neutro ou simplesmente laico. E a tal de música gospel serve muito bem a este isolamento, impedindo que sejamos sal e que testemunhemos.


Os grandes músicos cristãos, verdadeiros missionários, são aqueles que levam a mensagem cristã ao mundo, sem se pré-rotularem de gospel, sem colocar o mercado à frente da mensagem e que, curiosamente, acabam por conquistar o mundo justamente pela sua atitude. E vamos dar nomes a alguns bois. Sou fã da música cristã do Bono Vox e do Lenny Kravitz. O vocalista do U2 dispensa apresentações. Filho de mãe anglicana e pai católico, Bono conviveu com a divisão religiosa desde pequeno em sua própria casa. “Eu lembro de minha mãe levando eu e meu irmão à igreja e meu pai esperando lá fora. Uma das coisas que aprendi com minha mãe e meu pai é que a religião frequentemente prejudica Deus”, já declarou a celebridade irlandesa. Ainda assim, a fé de Bono sobreviveu e ele leva uma vida de acordo com os preceitos do cristianismo.


Mas estamos aqui para falar de música, e este trecho da letra de "I still haven’t found what I am looking for" é um verdadeiro hino à fé:

Eu acredito no Reino Vindouro
Quando todas as cores sangrarão em uma
Sangrarão em um só
Mas, sim, eu ainda estou correndo
Você quebrou as cadeias
E você soltou as correntes
Carregou a cruz
Da minha vergonha
Oh, minha vergonha
Você sabe que eu acredito


Já Lenny Kravitz eu descobri recentemente, quando tive a chance de assistir um de seus shows. Curti muito e depois do show fui pesquisar a vida deste filho de pai judeu e mãe negra. A primeira surpresa veio quando descobri que ele tem uma tatuagem com os seguintes dizeres: “Meu coração pertence a Jesus Cristo”. Depois, lendo suas entrevistas, soube que ele se converteu aos 13 anos por meio de um amigo e que sentiu fisicamente a presença de Deus no quarto em que estava naquele momento. Recentemente, tem se declarado casto, evitando uma atitude hipócrita em relação aos preceitos cristãos em que acredita. Mas e a música deste multinstrumentista novaiorquino? O que ela tem de cristã? Responda você mesmo depois de conhecer a letra de The Ressurrection:


Se você sentisse o que eu posso sentir
Bem, então você saberia que seu amor é real
Se você ouvisse o que eu posso ouvir
Bem, então você saberia que o Rei está próximo
A ressurreição está aqui para ficar
E ele está voltando de novo
Para resgatar suas almas e nos tornar livres
A ressurreição está aqui para dizer
Que ele está voltando de novo
Veja o que ele fez comigo
Agora eu vivo em outro tempo e espaço
Ele andou no caminho da retidão
Para nos proteger da ira de Satanás
Não estamos sozinhos
E estamos indo para casa


Alguma dúvida?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

TEOLOGIA NO NOVO MUNDO


Deus é Deus. Ponto para mim. Bola dentro.

Se assumir que Deus é Deus, e que não sou Deus, logo Ele está acima do meu alcance; assim, tudo o que dEle compreendo foi me revelado por Ele próprio, e também que é de Seu agrado dar-se a conhecer; mas a maneira de se revelar tende a ser sutil, pois o objetivo não é simplesmente provar Sua existência, mas gerar filhos amigos através do amor.

Uma pessoa maior em poder dificilmente conseguirá respeito impondo-se, apenas temor, medo, greve, manifestações... Mas quando um poderoso chefão esquece suas divisas, e convida seus empregados para uma mesa de tira-gosto, bate-papo e cerveja, expõe sua personalidade e ganha a chance de verdadeiramente cativar seus companheiros ou de causar-lhes repulsa. Creio que Deus desta forma agiu – aliás, só entendo isto assim após refletir na maneira com que Jesus ensinou sobre o Reino de Deus.

E se tudo isto é verdade, para que teologia? De que vale uma ciência que busca compreender o incompreensível? Já ouvi falarem sobre o utópico ponto de partida de Sócrates “conhece-te a ti mesmo” (chegaremos ao último suspiro buscando o autoconhecimento...), mas a teologia me intriga!

É necessário que a teologia - como toda e qualquer ciência - admita sua estagnação e, ressignificando-se, mude o foco e continue a caminhada rumo ao futuro olhando para frente, como um bom trabalhador que trabalhe no arado não olhando para trás, deixando os sulcos tortos; é preciso parar, para aí sim olhar para trás, ver o que não está bom, e mudar se necessário para que seus ensinamentos sejam válidos para as questões de sua época.

O que a teologia tem a dizer sobre a pena de morte, aborto e homossexualismo num país laico ocidental?

Assim como a igreja não pode ser uma "turminha” reunida para adorar a Deus durante duas ou três horas no sétimo dia (sendo o primeiro domingo ou segunda-feira), mas deve se ressignificar para abraçar os problemas da sociedade moderna, a teologia deve trazer algo diferente de certezas sobre Deus: deve olhar para a história, lembrar onde foi que o ensino de Jesus foi “domesticado”, se arrepender de coração e se propor a dar boa parte para os necessitados, e se causou dano a alguém ressarcir-lhe em dobro!

É preciso pensar nas idéias e ideais que se fundiram à teologia cristã durante os séculos e ter a coragem de reafirmar velhas heresias ou abandonar antigas verdades, de salvar muitos hereges e bruxas das fogueiras ainda acesas ou ainda abandonar a teologia em prol de uma caminhada com Deus: adorá-lo menos e segui-lo mais!

Porque se a teologia se ocupar só de certezas, minha primeira linha será tudo que a teologia terá a dizer.