quarta-feira, 9 de setembro de 2009

COM A MADRE TERESA NÃO, ‘MÉRRMÃO!!!

Por Kalil Bentes

Certa vez li do teólogo Carlos Osvaldo C. Pinto, em sua análise sobre o livro “A Cabana” de William P. Young (publicado em www.sbpv.org.br), uma alfinetada no pensamento de Madre Teresa de Calcutá e daqueles que a valorizam como cristã autêntica. Ao criticar o trecho do livro que assim diz:

“Os que me amam estão em todos os sistemas que existem. São budistas ou mórmons, batistas ou muçulmanos, democratas, republicanos... Tenho seguidores que foram assassinos e muitos que eram hipócritas. Há banqueiros, jogadores, americanos e iraquianos, judeus e palestinos. Não tenho desejo de torna-los cristãos, mas quero me juntar a eles em seu processo para se transformarem em filhos e filhas do Papai, em meus irmãos e irmãs, em meus amados.” pp.168-169

, fala que não fará nenhum comentário, e deixa que o leitor compare o texto de Young com uma frase da “musa dos neo-evangélicos”, a madre, e diz para seus leitores tirarem suas próprias conclusões:

“Minha missão não é transformar qualquer pessoa em cristão; quero ajudar o hindu a ser o melhor hindu que puder, o muçulmano a ser o melhor muçulmano que puder, o budista a ser o melhor budista que puder, e o cristão a ser o melhor cristão que puder”

Tirei minhas conclusões. Será que a madre deveria se esforçar mesmo em transformar os adeptos de outras crenças em cristãos? Será que a confissão de fé, e o batismo, tornam uma pessoa cristã?

Quando um jovem rico procurou Jesus, e mostrou sua justiça, Jesus o desafiou a vender suas riquezas e repartir entre os pobres; quando lhe perguntaram sobre como herdar a vida eterna, ele lhes contou a parábola do Bom Samaritano, e lhes disse que fizessem o mesmo: amassem o próximo; quando Nicodemos foi bater papo com Ele, Jesus disse que era necessário nascer “do alto”; em Seu sermão profético, afirmou que chamaria Seus discípulos e diria:

“Vinde, benditos de meu Pai... porque tive fome e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era estrangeiro, e me acolhestes; precisei de roupa, e me vestistes; estive doente, e me visitastes; estava na prisão, e fostes visitar-me... em verdade vos digo que sempre que o fizeste a um destes meus irmãos, ainda dos mais pequeninos, a mim o fizestes.” Mateus 25, 34-40

Nestes exemplos, nota-se que o evangelho é prático, e não confessional; o que conta diante dos olhos de Cristo é a transformação do coração de cada um, e os frutos que a acompanham.

Quando a madre expressou-se daquela forma, nota-se que ela havia entendido bem isto; e em outra frase dela, quando perguntada se não ensinava a bíblia para as pessoas, respondeu que a única página da vida dela que aquelas pessoas analfabetas e doentes podiam ler era sua vida!

Sintetizando:
1- Doutrina sem Frutos do Espírito é morta!
2- Frutos do Espírito sem Doutrina é salvífica!

Estamos adentrando em uma nova era, que alguns estudiosos dizem ser o fim da era de Constantino; nesta nova era, nossa teologia, eclesiologia e missiologia devem ser pensados e repensados para que nossos esforços evangelísticos não sejam proselitistas, e sim, o projeto de espalhar a imagem de Cristo por todo o mundo; chega de colocar paletós nos índios, bíblias ARC na mão de pessoas que mal sabem escrever seu nome, e de abrir templos enquanto crianças, adultos e velhos dormem nas ruas, cheirando cola para matar a fome, e matando para sustentar o vício.

Cristo seguia a Lei ou estava com os pobres? Apedrejava, ou curava o coração sem estima de uma adúltera? Debatia com o teólogo, ou ensinava sobre Seu projeto de gerar pessoas em Deus?

O mundo está de cabeça-para-baixo, e a igreja está sem óleo na lâmpada.

A madre tinha óleo... muitos hindus, budistas, muçulmanos e cristãos devem ter reconhecido a Deus na face daquela senhora, e se quebrantado aos pés dAquele que ela servia botando óleo e vinho sobre suas feridas, e levando para um teto para serem tratados... esta estória é familiar, não?